A informação veiculada em quadros e gráficos estatísticos é imensa e multivariada. Geralmente, fazem-se análises particulares segundo o ângulo que ao observador interessa mais, que noutros momentos, pode ser muito diferente. Assim, creio que o disponibilizarem-se quadros e gráficos estatísticos aos estudiosos é muito importante e que, num blogue, permite que se faça debate das interpretações e análises que cada observador faz dos dados apresentados.

domingo, 13 de dezembro de 2009

De Rerum Natura: O nosso nível de literacia

via Ciências Exactas - TweetMeme by twitter:@CienciasExactas on 12/6/09

A pedido dos coordenadores do Plano Nacional de Leitura foi recentemente realizado um estudo cujo objectivo era caracterizar o nível de literacia na leitura dos portugueses.Como se saberá, este tipo de literacia envolve competência para ler fluentemente e compreender o que se lê, de modo a dar resposta a problemas concretos.Tal estudo, realizado pela Data Angel e coordenado por Scott Murray,…

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Redes Sociais em Portugal: Análise de Audiências Dez’09 (III)

via Dissonância Cognitiva by Bruno Ribeiro on 12/11/09

Depois de recorrer à listagem do serviço Alexa para ver o "ranking" das redes sociais em Portugal, e de usar o Google Trends for Websites para verificar quais as tendências de tráfego dessas mesmas redes sociais, neste terceira parte da análise vou recorrer novamente ao Google Trends, mas desta vez focando na pesquisa que é uma das medidas que podemos usar para ver qual o interesse dos utilizadores de internet em determinados assuntos. Tal como fiz com o tráfego, fica aqui a análise individual de cada uma das redes sociais.

Hi5

O padrão de pesquisas no Google para o hi5 é similar ao verificado em termos de tráfego: queda progressiva! Depois de um crescimento acentuado até final de 2007, verifica-se uma manutenção no volume de pesquisas registadas até ao início de 2009, sendo que este ano o interesse tem vindo a decair.

Facebook

Já o crescimento no interesse pelo Facebook não poderia ser mais evidente, sobretudo nos últimos meses.

Em termos comparativos vemos que o Facebook está quase a atingir os mesmos valores em termos de pesquisa que o hi5, como acontece com o tráfego. O número de utilizadores do hi5 continua certamente a ser superior, resta saber por quanto mais tempo.

Twitter

Este gráfico para o Twitter é bem mais interessante do que o que apresentei ontem. A queda no tráfego registada pelo Google poderá dever-se à utilização de outras plataformas de acesso ao serviço, mas a queda nas buscas depois de um forte interesse no início de 2009 demonstra que o Twitter está a "passar de moda". Quem usa o serviço – como é o meu caso – consegue perfeitamente perceber estes dados: o Twitter pode ser uma ferramenta muito interessante mas, apesar de ser fácil de usar, por vezes é complicado encontrar um sentido para "a coisa". Com tantos serviços a pedirem a nossa atenção, uma barreira tão acentuada na obtenção de benefícios é algo que certamente afastará muitos utilizadores.

MySpace

O caso do MySpace continua a intrigar-me: apesar da queda no tráfego, a queda em termos de interesse não é assim tão notória embora esteja presente. Talvez isto se deva ao facto de a forte ligação ao universo da música não tornar o Facebook um concorrente directo, como acontece ao hi5, mas sim um serviço com um propósito diferente.

Orkut

Sem os dados de tráfego torna-se difícil perceber o que esperar para o Orkut em Portugal. Os dados Alexa apontam para uma queda de popularidade, o que é corroborado pelos dados de pesquisa.

Badoo e Tagged

O caso do Badoo não deixa de ser curioso porque o interesse nesta rede social continua a manter-se apesar da queda em termos de tráfego. O mesmo não pode ser dito do Tagged cujas pesquisas vão caindo.

LinkedIn

O gráfico referente ao LinkedIn está de acordo como aquilo que prognostiquei em Agosto: o maior interesse pelo uso de redes sociais em termos profissionais iria levar a um maior interesse nesta rede social.

Concluindo

O que retiro destes três (I, II, III) posts é que aquilo que já era notório em Agosto fica evidente em Dezembro: o Facebook está a crescer em popularidade no nosso país muito provavelmente à custa do hi5. O LinkedIn está a crescer em termos de interesse, embora não se possa dizer que seja uma das redes sociais mais utilizadas em Portugal. No que ao Twitter diz respeito nota-se uma queda no interesse – o que não significa que haja menos utilizadores ou que o serviço não tem futuro – uma vez passada a fase de hype do início do ano. Nada de anormal, entenda-se. Quanto ao MySpace penso que uma maior dedicação à comunidade musical seja a melhor forma de se manter relevante. Se tiver possibilidade, irei repetir esta análise em meados de Março de 2010 para então ver como está o panorama das redes sociais em Portugal.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Redes Sociais em Portugal: Análise de Audiências Dez’09 (II)

via Dissonância Cognitiva by Bruno Ribeiro on 12/10/09

Ontem apresentei o ranking das redes sociais em Portugal via Alexa. Hoje é a vez das tendências de tráfego dessas mesmas redes sociais usandos os dados do Google Trends for Websites. É preciso que se perceba que estes dados são estimativas do Google para o número de visitas únicas diárias a um dado site, como tal estão sujeitas a erro. É também importante afirmar que o número de visitas a um site não é igual a número de utilizadores registados. Posto isto, fica a análise a cada uma das redes socias no Top 100 de sites em Portugal de acordo com a Alexa – excepcção feita ao Orkut para o qual o Google guarda os dados só para si.

Hi5

A tendência no que toca ao Hi5 não podia ser mais óbvia: queda constante! De número 2 no ranking Alexa de sites em Portugal, passou para número 5 e, atendendo a estes dados do Google, a queda irá continuar.

Facebook

Comportamento oposto tem denotado o Facebook que, mais do que crescer tem vindo a fazê-lo de forma constante o que demonstra que não se trata tanto de uma moda mas sim de uma plataforma em plena implementação

Para se perceber melhor a relação entre as tendências de tráfego desta duas redes sociais, nada como compará-las num mesmo gráfico, o que torna ainda mais evidente o aproximar do Facebook ao Hi5 em termos de acessos (o que é diferente de utilizadores registados).

Twitter

Analisar o tráfego ao site twitter.com é mais problemático do que para as restantes redes sociais, já que muitos utilizadores acedem à plataforma através de aplicações externas. Em todo o caso nota-se uma diminuição no número de acessos face ao verificado no primeiro semestre de 2009, algo que já havia sido abordado por Paulo Querido no diário2.

MySpace

Como referi ontem, o MySpace foi a única rede social cuja tendência de tráfego não aparentava estar de acordo com aquilo que os dados de Agosto davam a entender. Mas como avancei, isso poderia dever-se a flutuações em outros sites e não propriamente no MySpace. Os dados do Google parecem corroborar esta versão já que a queda de tráfego para esta rede social tem continuado.

Badoo e Tagged

O perfil de tráfego para estas duas redes sociais é similar – com a diferença de o volume ser superior no caso do Badoo – e a queda de ambos no ranking de sites Alexa para Portugal é perfeitamente compreensível visualizando estes dois gráficos.

LinkedIn

Tal como em Agosto referi o maior interesse pelo uso de redes sociais a nível profissional iria resultar certamente num crescimento do LinkedIn. A entrada no ranking Alexa face a Agosto – de referir que a sazonalidade também terá contribuído para essa mesma ausência – demonstra um maior interesse pela rede social vocacionada para aspectos profissionais, o que é confirmado pelos dados fornecidos pelo Google.

Estes dados do Google vêm corroborar aquilo que afirmei em Agosto: o Facebook está a crescer ao ponto de se tornar – talvez mais rapidamente do que esperado – na rede social predominante em Portugal. No que toca ao Twitter, volto a reafirmar que este dados tornam, pelas características de utilização específica do serviço, difícil a tarefa de prognosticar uma tendência futura. Aliado a isso existe o crescimento de serviços de acesso mobile integrados que poderão vir a ser no futuro os meios de acesso privilegiados a este tipo de plataformas. Para tentar compensar esta falta de informação, resolvi acrescentar mais dados a esta análise, usando o Google Trends for Search, cujos resultados irei apresentar num outro post amanhã.

Redes Sociais em Portugal: Análise de Audiências Dez’09 (I)

via Dissonância Cognitiva by Bruno Ribeiro on 12/9/09

Em Agosto deste ano escrevi um duplo post de análise de audiências às redes sociais em Portugal, usando para isso dados dos sites Alexa e do Google Trends for Websites. Passados 4 meses, resolvi efectuar nova análise e verificar se existiram alterações e se a minha análise, tentando prever um pouco de futuro, estava correcta. Na altura, em jeito de conclusão escrevi o seguinte:

O que estes dados demonstram (…) é que o Facebook e Twitter estão em plena fase de expansão em Portugal, muito provavelmente às custas de Myspace e hi5.

Na altura referi ainda ser previsível que o Facebook viesse a "ameaçar" o domínio do hi5 e que acreditava que o LinkedIn – que não surgia no top 100 do Alexa – viesse a crescer nos meses seguintes. A seguinte tabela comparativa entre as posições de 8 redes sociais em Portugal entre Agosto e Dezembro vem de certa forma confirmar aquilo que escrevi:

Comparando com aquilo que já se poderia ver em Agosto em termos de tendências, não é de surpreender que hi5 tenha perdido posições e que Facebook e Twitter pelo contrário tenham subido no ranking. Do mesmo modo, hi5 e Facebook estão agora muito mais próximos. Tal como esperava, o LinkedIn surje agora na lista na posição 84 o que apenas vem confirmar o maior interesse profissional sobre as redes sociais. O único facto surpreendente, tendo em conta a análise feita em Agosto, é a melhoria da posição do MySpace.

Mas, tal como indiquei em Agosto, esta análise é apenas uma "fotografia" num determinado momento e não nos permite inferir tendências. Para tal é necessário analisar os padrões de acesso a cada uma das redes sociais, pois só assim poderemos afirmar que um determinado site está a crescer ou não. É possível que as alterações nos rankings se devam em parte ao crescimento, ou à diminuição, de tráfego de outros sites e não a qualquer alteração no padrão de utilização de redes sociais por parte dos portugueses. Como tal, para amanhã fica a análise da tendência de tráfego destas redes sociais – excepção para o Orkut porque o Google Trends for Websites não fornece dados para propriedades Google.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cartograms Show AIDS Around the World

via RT @cienciasexactas -from:cienciasexactas - Twitter Search by tvinsomne@twitter.com (tv insm) on 12/7/09
RT: @CienciasExactas: informática: - Cartograms Show AIDS Around the World http://bit.ly/6h7eef

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Weekends and Afternoons Show the Highest Twitter CTRs

via Dan Zarrella by Dan Zarrella on 10/27/09

Want more clicks? My new data suggests that you should Tweet your links in afternoons, evenings and on weekends.

Continuing the study of Twitter clickthrough rates I started last week, I added over 100 more of the most followed Twitter accounts to my database and indexed click data on over 20,000 bit.ly links Tweeted by those accounts. In all of the data below, I measured CTR as the number of clicks a link received, divided by the number of followers the sending account had on the day it Tweeted it. As I noted in my other post, this number can be over 100% due to ReTweets that may use the same bit.ly link.

The graphs below shows the percentage of difference in CTR at each hour or day from the specific average for each account. I did it this way to account for the wide variation in CTRs between accounts (some accounts have much higher rates than others).

The first data point I analyzed is time of day (EST). It showed the expected afternoon/evening preference seen in my other Twitter stats.

Next I looked at days of the week, which showed a much less expected weekend preference. I believe this is due to the "link fatigue" present during the weekdays, where there is a much higher level of activity and many more links are posted.


Download the Science of ReTweets Report here.

Modeling ReTweet Dynamics

via Dan Zarrella by Dan Zarrella on 10/26/09

Earlier this year I read a paper called "Modeling Blog Dynamics" in which they propose a method of modeling the spread of links through the blogosphere using zero-crossing random walks and exploitation vs. exploration applied to a logical flowchart model:

The authors suggested that the model could be used in influence maximization algorithms which aim to identify key, influential individuals in a given social network for the purposes of viral marketing. I was intrigued by the possibilities and have been tossing around a possible flowchart model of how individuals decide to ReTweet specific Tweets since reading that paper. Here's my first attempt:

There are three steps in the process where a marketer can increase the chances of a specific Tweet being ReTweeted. The first step indicates that a user must be following the sender of the target Tweet; the second step means that they must actually see the Tweet in question (try to imagine what percentage of your friend's timeline you actually see). Step three is where the user must find some motivation to ReTweet it.

Maximizing the number of followers the Tweet's original sender has is fairly straightforward, and most of my Science of ReTweets data has explored the ReTweet motivation percentage. I had not put much effort into analyzing statistics around the attention problem, but I've begun to.

Because there is no way to exactly measure what percentage of followers will actually read a given Tweet, the next best metric we have is click through percentages, so that is what I've been working with. You can expect to see more work to that end in the next few weeks.

My work has been concentrated on maximizing the contagiousness of ideas, whereas much of the aforementioned academic work focuses on the people involved in spreading ideas. So you can also expect to see me advance the concepts of "ReTweetability" I began a few months ago with the purpose of identifying influential users.


Download the Science of ReTweets Report here.