A informação veiculada em quadros e gráficos estatísticos é imensa e multivariada. Geralmente, fazem-se análises particulares segundo o ângulo que ao observador interessa mais, que noutros momentos, pode ser muito diferente. Assim, creio que o disponibilizarem-se quadros e gráficos estatísticos aos estudiosos é muito importante e que, num blogue, permite que se faça debate das interpretações e análises que cada observador faz dos dados apresentados.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Evolução do número de casos de Gripe A em Portugal – Julho

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Redes Sociais: a era da partilha digital

via Twitter Blog de Raquel Silva em 04/08/09

Estamos na era digital, das novas tecnologias e da sua adaptação cada vez maior à vida quotidiana. Para termos uma ideia clara, são cerca de 625 milhões os utilizadores activos da Internet, em todo o mundo, segundo o mais recente estudo da Universal McCann. No caso específico do nosso país, contam-se 2,9 milhões de utilizadores activos – muito abaixo dos cerca de 23 e 19 milhões registados, respectivamente, na Alemanha e em França, países europeus líderes neste ponto; mas ainda assim um número considerável tendo em conta os 10 milhões de portugueses. Agora o aspecto mais surpreendente deste estudo, no que diz respeito a Portugal: destes utilizadores activos, 2,1 milhões criaram perfis em redes sociais. Cerca de 73 por cento, valor superior à média universal de dois terços.

Quando falamos em redes sociais, vêm-nos sobretudo à memória as chamadas redes de social network, com uma componente social e pessoal. Delas são exemplos o hi5, o Facebook e o MySpace. Permitem a partilha de imagens, informações pessoais, eventos, criando relações de "amizade" agrupadas por interesses comuns, na maior parte das vezes apenas virtuais.

Mas existem outros tipos de redes sociais, igualmente conhecidos do grande público. As redes de share (partilha), como o Youtube, o Flickr, e o Delicious, por exemplo, permitem a publicação de conteúdos online, desde fotografias, vídeos, a informações diversas. Existem ainda as redes de publish, como os blogs, através das quais qualquer cidadão pode dar a sua opinião livremente e publicá-la; e as redes de microblogging, como o Twitter, com um carácter maioritariamente de divulgação de informação, permitindo a partilha de ideias, notícias, fotografias, tudo isto em tempo real.

O estudo já referenciado revela outro pormenor curioso: ao nível global, os principais objectivos dos frequentadores de redes sociais na Internet, ao criarem os seus perfis, são o envio de mensagens a amigos, a publicação de fotografias, o reencontro de antigos amigos e o estabelecimento de novas amizades. Revela ainda que, no domínio da Internet, os blogs estão a perder terreno no que respeita à partilha de informação e de conteúdos multimédia, que tem vindo a crescer progressivamente nas redes sociais. As redes permitem aos utilizadores fazerem tudo o que quiserem num blog e mais ainda, apesar de diferentes tipos de redes se adequarem a diferentes tipos de utilizadores e mercados dominantes. Estas plataformas continuam a crescer, enquanto outros elementos dos social media estagnam ou entram em declínio.

Entre as diversas redes sociais, e tendo particularmente em conta as mais conhecidas do público, os dados estatísticos mostram as divergências de utilização e a sua importância nas vidas dos utilizadores da Internet. Em Portugal, o hi5 é o site mais visitado e conta cerca de 3,2 milhões de perfis registados. Em termos de comparação, no nosso país, o Facebook regista apenas 400 mil utilizadores. Ao nível internacional porém, os números são bastante diferentes. O Facebook é a rede social com mais adeptos em todo o mundo, ultrapassando os 260 milhões de registos. O MySpace continua a ser outra grande força, apesar de ultrapassado pelo Facebook, e conta mais de 125 milhões de utilizadores. São as redes de social network mais populares, seguidas pelo LinkedIn, com mais de 40 milhões de utilizadores, e pelo Twitter, rede de microblogging, que também já chegou à fasquia dos 40 milhões.

Ilações gerais a retirar destes dados são a perda de terreno do MySpace em relação ao Facebook, nos últimos anos, e a vulgarização deste como meio de partilha de informação. Se observarmos bem, a maioria destas redes de social network foi fundada entre 2003 e 2004 (hi5, Facebook, MySpace, LinkedIn…), sendo as diferenças de utilizadores entre elas justificadas pelas suas diferentes funcionalidades e a sua atractividade para os utilizadores da Internet. O LinkedIn, exemplificando, é uma rede voltada para as empresas, registando mais de 170 indústrias diferentes, não sendo tão vulgarizado como, por exemplo, o hi5, que foi abraçado maioritariamente pelas camadas etárias mais jovens. O Twitter é a excepção neste grupo de redes sociais: fundado há três anos, está neste ano de 2009 a começar a ser conhecido e vulgarizado entre os utilizadores frequentes das novas tecnologias, e a sua técnica algo inovadora, de microblogging, começa lentamente a atrair não só jornalistas, mas também o público em geral, que procura estar mais próximo da informação.

Outra estatística curiosa: o Second Life, também fundado em 2003, regista apenas 500 mil utilizadores em todo o mundo… e cerca de 95 por cento encontram-se inactivos na plataforma. O Orkut, por seu lado, é apenas líder no Brasil e na Índia.

A questão não é, portanto, se vale ou não a pena aderir, se há ou não interesse em criar um perfil numa rede social, se x ou y são redes para aderir ou evitar. A verdadeira questão é: será que o entusiasmo de aderir a uma rede social e criar um perfil se desvanece passado algum tempo? Depende, claro, como tudo na vida… Depende da rede social em causa, do tempo, da disponibilidade do utilizador, das suas intenções ao criar o perfil. Para além disso, existe a questão das modas: a rede que está em voga hoje pode já não estar amanhã, e a rotatividade é constante. A própria moda das redes sociais pode vir terminar num abrir e fechar de olhos. No entanto, o estudo da Universal McCann revela que quase 65 por cento dos utilizadores activos da Internet, com perfis em redes sociais, gastam tempo a actualizar as suas informações e conteúdos exibidos nos perfis, o que contradiz a opinião de muitos que referem a perda de interesse das redes sociais e o consequente perecimento do interesse depositado nelas por parte dos utilizadores.

Em relação à importância das redes sociais, sabemos que têm os seus prós e contras. Por um lado, promovem a abertura à informação global (aproveitando a expressão, são uma "janela aberta para o mundo") e ao conhecimento do que nos rodeia. Por outro, podem levar à exclusão social e à supressão do contacto face-to-face, principal crítica endereçada às redes na Internet. Porém, ao nível do jornalismo, com a revolução que se está a verificar, através da partilha de informação em tempo real, o valor destas redes é incalculável. Estão a alterar por completo a face da informação, a impulsionar o jornalismo de cidadão – qualquer um de nós pode relatar um acontecimento para o mundo –, a mudar o papel do jornalista na sociedade de informação. Ao nível das empresas, as redes sociais surgem como meios de divulgação de actividades, de produtos, de informação, e podem vir a tornar-se fundamentais como elemento de contacto entre trabalhadores e clientes. Ao nível da política institucional, surgem também como meio de aproximação entre eleitos e eleitores, como forma de divulgação de eventos e opiniões, e até como sensibilização para as questões que preocupam o país e o mundo.

Queiramos ou não fazer parte do progresso, é fundamental abraçar e acompanhar a modernização que se verifica nos dias de hoje, e a adesão e exploração das redes sociais faz parte desse processo evolutivo.

Imagem: Estudo Universal McCaan

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Twitter: mais números!

via Twitter Blog de Ricardo Sousa em 15/06/09

A guerra dos números tem-se multiplicado na tweetosfera com estudos que apontam, regularmente, dados sobre a utilização do Twitter.

Não há muito tempo sairam conjuntos de dados da Compete e da Quantcast que apontavam o abrandamento do crescimento do twitter em Maio. Mais recentemente a Hubspot lançou um relatório sobre o estado da tweetosfera, em que mais elementos sobre o uso do Twitter são revelados.

Multiplicam-se os números sobre a nova rede social

Multiplicam-se os números sobre a rede social...

Muito se tem falado do resultado do "Harvard Business Report", que aponta 10% dos utilizadores do twitter como responsáveis por 90% de todos os tweets. Agora, a Hubspot lança um estudo com base em 4.5 milhões de contas Twitter que revela números algo surpreendentes. Segundo este estudo:

  • 79.79% dos utilizadores não inseriram o endereço dos seus blogs ou sites na página
  • 75.86% dos utilizadores não inseriram informação biográfica no seu perfil;
  • 68.68% dos utilizadores não informaram a sua localização;
  • 55.50% dos utilizadores não seguem qualquer utilizador;
  • 54.88% dos utilizadores nunca escreveram ("twittaram");
  • 52.71% dos utilizadores não tem qualquer seguidor;

Os números soam realmente como desanimadores para o Twitter, principalmente o facto de mais de 50% dos utilizadores nunca terem feito qualquer tweet. No entanto, é necessário ter em consideração que existe a possibilidade de utilizadores do Twitter serem activos sem que tenham feito qualquer tweet, basta para isso que sigam outros utilizadores.

Numa tentativa de encontrar o número exacto de utilizadores inactivos, o estudo classificou como utilizadores aqueles que têm menos de 10 tweets, 10 seguidores e seguem menos de 10 pessoas. Todas as três permissas têm de se cumprir para definir um inactivo. E assim o estudo concluiu que há 9,06% utilizadores inactivos nesta rede social. Os números são, naturalmente, adulterados pela quantidade crescente de contas spam que têm sido criadas, mas mostra claramente que a realidade é diferente. Sem referir, claro, que sendo o Twitter uma plataforma deveras versátil, permite tipos de utilização que critérios-padrão podem classificar como exemplos de inactividade quando, na realidade, não o são.

Num gráfico, com base nos dados recolhidos pelo estudo, podemos ainda ver o crescimento do Twitter (ainda sem ser afectado pelos dados do recente mês de Maio). O gráfico é similar a outros, pecando apenas por mostrar dados de Janeiro passado, há muito desactualizados com os acontecimentos que têm permitido ao Twitter passar a mainstream (aparição no The Oprah Show e, mais recentemente, artigo na Time).

Crescimento do Twitter até Janeiro de 09

Crescimento do Twitter até Janeiro de 09

Ainda no mesmo estudo, num conjunto de dados numéricos mais animador para esta rede social são apresentados outros dados relativos aos utilizadores do Twitter:

  • 24.14% têm biografia no seu perfil;
  • 31.32% têm localização no seu perfil;
  • 20.21% têm um endereço web no seu perfil;
  • 45.12% fizeram pelo menos 1 tweet;
  • 47.29% têm pelo menos 1 seguidor;
  • 44.50% seguem, pelo menos, 1 pessoa;

São resultados mais animadores — principalmente o facto de mais de 45% dos utilizadores ter feito mais de um tweet, número que contrasta com os quase 55% que nunca twittaram. Sobre os utilizadores padrão do Twitter os autores do estudo concluem que este "tweeta" 0.97 vezes por dia, tem um total médio de 119.34 tweets e um rácio de "segue-é seguido" de 0.7738.

O estudo não se limita a fazer uma análise dos utilizadores e do seu comportamento no site, apresentando também dados sobre o conteúdo da sua participação. Podemos assim ficar a saber que:

  • 1.44% dos tweets são retweets (RTs);
  • 37.95% dos tweets contém o símbolo "@" (são menções);
  • 33.44% dos tweets começa com o símbolo "@" (são respostas);

Estes últimos dados mostram que o Twitter é também um espaço de interactividade entre os utilizadores por primazia (quantidade de respostas e menções), ficando, no entanto, o número de RTs um pouco abaixo do expectável.

Finalmente, o estudo apresenta dois gráficos interessantes. O primeiro diz respeito à distribuição dos tweets pelos dias da semana, o segundo ao número de caracteres por tweet.

O gráfico mostra a distribuição dos tweets pelos dias da semana.

O gráfico mostra a distribuição dos tweets pelos dias da semana.

Ficamos, assim, a saber que os dias de maior actividade no Twitter são a quinta e a sexta-feira, enquanto que o dia de menor actividade é a segunda-feira.

O gráfico mostra a quantidade de tweets pelo número de caracteres

O gráfico mostra a quantidade de tweets pelo número de caracteres

Apesar do Twitter ter como bandeira principal a comunicação "curta", a verdade é que os utilizadores parecem utilizar o número máximo de caracteres com bastante frequência.

São dados trabalhados e reveladores que serão meritórios de serem seguidos para ver qual será o comportamento desta rede social nos próximos tempos, agora que agarrou a atenção dos media tradicionais e tem vindo, cada vez mais, a tornar-se mainstream.

O que acha destes números? São significativos? Qual será o futuro do Twitter?

Outros dados do estudo podem ser encontrados aqui.

domingo, 14 de junho de 2009

O valor do mercado mundial de aviões de passageiros

via Erros de números de Mário José Monteiro de Macedo em 14/06/09
No jornal "i" do último sábado aparece uma notícia que diz que, segundo a Boeing, haverá uma retracção do mercado mundial de aviões civis para 29 000 novas encomendas num valor de 3,200 mil milhões de dólares, para as próximas décadas. Há aqui um erro: devem ser 3 200 mil milhões de dólares, sem vírgula portanto, ou seja, um número mil vezes maior.
Se fosse o número indicado, cada avião custaria em média:

3,2 x 10^9 / 29 000 = 110 345 dólares por avião

Ou então, como o euro vale neste momento 1,4 dólares, teríamos:

110 345 / 1,4 = 78 818 euros

Ou seja, por volta de 16 000 contos antigos, o que é o valor dum carro relativamente caro, mas não dum avião de passageiros.

Fui ao sítio da Boeing e encontrei o referido documento de prospectiva - The transformation of air transport. Lá aparece o número de 3,2 T$, com T de tera (um tera vale 10^12, ou o um seguido de doze zeros), ou seja, 3 200 000 000 000 de dólares, um número com 13 algarismos, e não com 10 algarismos como indicava a notícia daquele jornal.
Esse número pode ser lido como 3,2 biliões de dólares, com os biliões de acordo com a norma portuguesa ainda em vigor, ou 3,2 trillion dollars, de acordo com o uso em países de língua inglesa (ver este meu artigo).

Já agora, aquele total de vendas era para um prazo de 20 anos.

Ficamos assim a saber que o valor médio dos aviões de passageiros é então de 16 milhões de contos, ou por volta de 80 milhões de euros. Assim está melhor.

Qual terá sido a origem daquele erro? A vírgula em Portugal é usada com separador decimal, mas nos países de língua inglesa serve de símbolo de separação de conjuntos de três algarismos. Aquele texto parece ter seguido este segundo uso.
Em Portugal, devem ser usados a vírgula como separador decimal e o espaço em branco como símbolo de separação de conjuntos de três algarismos, como se refere aqui no sítio do Instituto Português da Qualidade.

Outra conta: se negligenciarmos o crescimento anual de vendas de aviões, qual é o valor anual do mercado de aviões de passageiros? Fazendo a seguinte conta:

3,2 x 10^12 / 20 = 160 x 10^9

o mercado de aviões de passageiros valerá por volta de 160 mil milhões de dólares por ano. Dividindo por 1,4 dólares por euro, temos:

160 x 10^9 / 1,4 = 114 x 10^9 euros

114 mil milhões de euros em aviões por ano, ou 23 mil milhões de contos antigos. Um valor semelhante aos 118,4 mil milhões de euros de dívida pública directa do Estado português, os quais representam 71,3% do PIB português (fonte: DN de 30.03.2009).

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O gasto em roupa dos portugueses

via Erros de números de Mário José Monteiro de Macedo em 06/06/09
No Diário de Notícias do dia 3 de Junho aparece um artigo intitulado "Portugueses gastam 785 euros por ano em roupa". Eu não achei muito estranho esse número, embora me pareça elevado. O número que é obviamente disparatado é o seguinte: "O mercado nacional de vestuário, que representa 2,8 milhões de euros,...", e citei do referido artigo.

Este último número não faz qualquer sentido. Os habitantes de Portugal são por volta de 10 700 000 (dez milhões e setecentos mil, de acordo com o World Fact Book da CIA), pelo que dividindo aquele número pelo número de habitantes, teríamos:

2 800 000 / 10 700 000 = 0,26 euros/habitante/ano

ou seja, 26 cêntimos de euro por habitante e por ano.

Aquele número (os 2,8 milhões de euros) é tão pequeno que talvez uma grande loja do Centro Comercial Colombo (perto daqui) tenha mais facturação anual do que isso.

Por outro lado, se fizéssemos fé no primeiro número, então o conjunto dos habitantes de Portugal gastariam por ano em roupa, a seguinte quantia:

785 X 10 700 000 = 8 399 500 000 de euros

ou seja por volta de 8,4 mil milhões de euros, um número certamente mais adequado do que os 2,8 milhões de euros. Comparando com os 169,650 mil milhões de euros do PIB (Produto Interno Bruto) português do ano de 2008, teríamos:

8,4/169,65 = 0,0495 = 4,95%

Ou seja, 4,95% do PIB, o que me parece ser um número razoável.

No entanto, o valor de 785 euros por pessoa e por ano parece-me ser um valor demasiado elevado para um país que não é particularmente rico como Portugal, e que tem uma percentagem significativa da população a viver abaixo do limiar de pobreza e outra parte muito grande a viver com limitações. Repare que são mais do que 150 contos antigos.
Com efeito, procurei na Internet por um valor para o total do mercado português de vestuário e encontrei este artigo.
Nele diz-se claramente que o valor total desse mercado é de 4,23 mil milhões de euros, ou seja metade do valor que eu calculei. Logo, o número de 785 euros deve muito provavelmente estar também errado e o valor correcto poderá ser igual a cerca de metade desse valor.

Assim, a percentagem do PIB ocupada pelos gastos de vestuário em Portugal seria cerca de 2,5%.

Em conclusão, poderei dizer que o referido artigo apresenta dois números que não devem ser verdadeiros: o primeiro, o do total de 2,8 milhões para o mercado português de vestuário, é completamente disparatado, por ser minúsculo; o segundo, o dos 785 euros em vestuário por ano e por habitante, parece estar exagerado para o dobro do valor exacto.

Nota: o número do PIB português de 2008, retirei-o dum artigo assinado pelo economista Miguel Frasquilho, no Jornal de Negócios.

sábado, 6 de junho de 2009

Bing Overtakes Yahoo!

via StatCounter Blog de admin em 05/06/09

Microsoft's Bing overtook Yahoo! as the number two search engine in the United States and worldwide on Thursday (4th June) according to our StatCounter Global Stats data. Bing grabbed market share from Google.

http://gs.statcounter.com/#search_engine-US-daily-20090529-20090604

"It remains to be seen if Bing falls away after the initial novelty and promotion but at first sight it looks like Microsoft is on to a winner," commented Aodhan Cullen, CEO, StatCounter. "Steve Ballmer is quoted as saying that he wanted Microsoft to become the second biggest search engine within five years. Following the breakdown in talks to acquire Yahoo! at a cost of $40bn it looks as if he may have just achieved that with Bing much sooner and a lot cheaper than anticipated."

Our analysis finds that in the US Bing leapfrogged Yahoo to take second place on 16.28%. Yahoo! has 10.22%. Google still commands the US search engine market with 71.47%.

Globally Bing at 5.62% has taken a narrow lead over Yahoo! (5.13%). Google worldwide retains 87.62% of the market.

StatCounter Global Stats, a free online service which captures market share battles of search engines, browsers and operating systems including mobile, was launched in March this year.

The StatCounter Global Stats research data is based on four billion pageloads per month. Other regional and country breakdowns can be viewed at: http://gs.statcounter.com

Full press release available here.

domingo, 17 de maio de 2009

Análise dos resultados do concurso "A Bordo do Beagle"