A informação veiculada em quadros e gráficos estatísticos é imensa e multivariada. Geralmente, fazem-se análises particulares segundo o ângulo que ao observador interessa mais, que noutros momentos, pode ser muito diferente. Assim, creio que o disponibilizarem-se quadros e gráficos estatísticos aos estudiosos é muito importante e que, num blogue, permite que se faça debate das interpretações e análises que cada observador faz dos dados apresentados.

sábado, 4 de abril de 2009

10 anos de palavrões no Guardian

via (título desconhecido) de Luis Santos em 03/04/09

Tom Hume esteve a explorar o API do Guardian em busca de algo muito concreto - uma evolução do uso de palavrões no chegou a uma curiosa conclusão: há palavras que entraram em declínio e há palavras que passaram a ser usadas com muito mais frequência.
Advertência: embora não apareça na imagem (retirada daqui) o eixo dos yy varia apenas entre 0% e 0,9%…

20090403_guardian_swearing

Leitura do quadro feita pelo próprio Hume:

  • Swearing is growing slowly year-on-year, across the board;
  • Unusually, in 2001, swearing stayed more-or-less level. Bastard declined after 2001 - probably an after-effect of 9/11, after which most other swearing grew;
  • Wank is massively underperforming over the last decade, whilst cock is flat;
  • Shit has grown disproportionately and steadily since 2005, whilst fuck has gone as far as it can;

[Informação original recolhida aqui]

quarta-feira, 1 de abril de 2009

El 79% de las personas vuelve a leer sus libros

via Poemas del Alma de Julián Yanover em 31/03/09
Hoy damos por finalizada la encuesta que consultaba a nuestros usuarios sobre si vuelven a leer sus libros. La encuesta tuvo 9600 votos en total, una muestra significativa sin dudas. El 41% de las personas escogieron la opción afirmativa (3953 votos). El 38% dijo que solamente vuelve a leer algunos libros (3654 votos). Finalmente, el 21% votó por la [...]

segunda-feira, 23 de março de 2009

O ciclo diário da comunicação

via TwitterPortugal blog de Paulo Querido em 23/03/09

A publicação nos social media diverge do ciclo diário dos órgãos de comunicação social e quanto mais pessoal a comunicação se torna, mais se acentua a divergência.
Esta é a minha mais imediata conclusão de um pequeno estudo que levei a cabo e cujos resultados se sintetizam no gráfico abaixo com o ciclo diário de publicação. Nele podemos seguir as três curvas e a sua distribuição ao longo do dia: a azul as notícias nos mainstream media (MSM), a verde os posts na blogosfera e a vermelho os tweets no Twitter.

ciclodiariopublicacaoQuadro com a distribuição percentual (à esquerda) pelas horas do dia (em baixo) do total de tweets, posts e notícias. Analisados 622.293 tweets de 3.552 contas, 53.690 posts publicados por 520 blogs e 74,776 notícias publicadas por 12 órgãos de comunicação social

É fácil perceber que o ciclo dos blogs — um meio social que se caracteriza por ser sobretudo opinativo — segue colado ao ciclo dos noticiários, com um intervalo típico de uma hora de "atraso". Os bloggers tendem a comentar a actualidade e esta é-lhes fornecida (ainda lhes é fornecida…) sobretudo pelos órgãos de comunicação social.
Mesmo as duas vezes em que a linha verde ultrapassa a azul — isto é, quando a frequência de publicação em blogs é superior à frequência de publicação em MSM — acentuam a interpretação: a meio da manhã e a seguir aos noticiários televisivos prime time, ou seja, reagindo a maiores doses de informação para digerir sob a forma de comentário, opinião, acrescento, rectificação.
Mas à medida que o meio se torna menos opinativo e tende para o conversacional esta colagem atenua-se, se é que não desaparece mesmo. O ondulado da linha vermelha tem mais a ver com os horários das pessoas, não estando sujeito à "ditadura do noticiário". Não cheguei a isolar, nos dados do Twitter, as fontes automáticas das humanas; penso que sem a influência dos automatismos, que replicam na twitosfera as publicações da blogosfera e da mediaesfera, a curva vermelha se afastaria um pouco mais, ainda, da curva azul.
Intrigante é o duplo pico da meia noite. Naqueles 60 minutos entre as 00:00:00 e as 00:00:59 há um verdadeiro despejo dos MSM para dentro da Internet. Este explica-se facilmente: jornais como o Correio da Manhã e o Diário de Notícias libertam a essa hora as notícias das edições de papel que estão a sair das rotativas, influenciando a curva. Mas penso ser abusivo interpretar o pico dos blogs à mesma hora dentro da lógica da reacção opinativa às notícias. Na falta de melhor explicação, será assim tão grande a quantidade de bloggers que deixa posts agendados para a meia noite, como já me foi sugerido?
A observação da blogosfera desde 2003 leva-me a ser prudente. Talvez este pico se deva, isso sim, àquela parte dos bloggers que nem sequer está particularmente interessada em comentar a actualidade; os blogs diarísticos, os blogs virados para interesses como a puericultura, a música, etc. Este "turno" pega ao "trabalho" a partir das nove da noite e até à uma da manhã, com os miúdos já na cama e a casa mais sossegada, tem então o seu tempo recreacional. Embora a lista dos 520 analisados tenda a incluir em especial os blogs mais lidos, que são os opinativos, nem estes são "puros", nem a actividade de publicação dos outros diminuiu por terem sido ultrapassados no que respeita ao tamanho das audiências.
Enfim — aguardo os contributos dos leitores, no sentido de interpretarmos melhor este tipo de dados, publicados pela primeira vez.
O quadro com os três ciclos ajuda-nos a estudar melhor o funcionamento colectivo dos diversos agentes da infoesfera. A curva fornece elementos de análise importantes, como é o caso das horas em que existe maior presença humana na rede, tanto passiva (leitor) como activa (editor). Já a questão da distribuição da atenção das pessoas, que é um recurso limitado — e o recurso disputado… –, fica para outro tipo de data mining. Uma interrogação pertinente: será que o potencial viral das redes sociais segue a curva do tamanho da audiência instantânea? (hint, ainda antes de publicar dados em próximo artigo: não, é totalmente diferente!).
A recolha de dados foi efectuada ao longo dos últimos meses. Desde Abril de 2008, foram analisados 622.293 micro-posts, ou tweets, de 3.552 contas no Twitter; desde Novembro desse ano fiz a contabilidade a 53.690 posts publicados por 520 blogs e a 74,776 notícias publicadas por 12 órgãos, incluindo televisão, rádio, imprensa diária, não diária e edição web.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Big Release - Timesheet Views and Support for BIG groups

via RescueTime Blog de Tony Wright em 25/02/09

This release has some pretty exciting new features as well as some important back-end improvements. It also is our first full release with a new member of our senior team, Mark Wolgemuth (welcome, Mark!).

The most visible improvement in this release is what we're calling the "timesheet" view. When surveying our customers (which we do an awful lot– thanks to all of our customers for such fabulous and constant feedback!), the most popular feature request has been something to help individuals and teams understand the "flow" of how they spend time. This has been a popular request for a while. While there are plenty of challenges with this feature, the biggest was trying to nail down exactly how something like this would work– "flow" is a hard thing to capture. Montana Low, one of our fabulous developers, rigged up a prototype of what eventually made it into the application. We hope you're as pleased with the results as we are.

This timesheet view is comprised of two main bits:

The Graph (this graph is available- and is now the default– for the Apps & Sites page, the main Categories page, and the main Tags page. Here's an example of my categories page graph:

timesheet_graph1

The Data Table. Here's an example of my categories page data table for the same day:

datatable

We think that this type of data presentation is darned cool– it gives you a sense of flow and allows you to dig around in your time like never before. Like all views, you can add this view to your dashboard.

Another new bit on the site is a revised header with some improved calendar controls. The goal here was to retain the 1-click goodness of being able to jump to current periods but make exploring past data a bit more accessible. We also wanted to "marry" the date/filter controls a bit more to the reports that they were driving.

New Header:

newheader

New Header when you click on "Select Dates":

newheader_dates1

Improvements for Business Teams

Business teams now have the ability to see total group time in aggregate as well as the time for the typical user. The graph below shows the typical time for users of apps/sites categorized as "Dev Tools". This is essentially an average time for those periods only for people who use these tools. So, for cross-functional teams, your average time doesn't get confused when team members don't engage in that activity. You can see that when the mouse hovers over a dot, you get details on that day. Also note that the dot size varies depending how many people in that group engaged in that activity (see the Sunday dot– clearly most of the team was sensibly taking the day off that day!).

groupgraph

As a startup in this economy, we're especially focused on our business customers. If you'd like to talk about how RescueTime can work at your company, drop us a line. And if RescueTime is missing a feature that's critical for you, we want to hear about it.

Backend Improvements

It's not very sexy to talk about what's happening with our infrastructure and databases, but there are amazing things happening there. RescueTime can now comfortably handle truly enormous business groups for larger companies (something we've seen a ton of demand for). You can't manage what you can't measure– and RescueTime is giving managers insight into what previously has been nearly impossible to measure– how people spend their time at work. This might sound scary to some, but we think it's a good thing (read on!).

How We Talk about RescueTime for Businesses

We've seen it on Twitter, in blog posts, and in email feedback:

"I *love* RescueTime– I sure hope my boss doesn't find out about it, though."

While we appreciate the love, we're vehemently opposed to the workplace secrecy that it implies and we're starting to evangelize the notion of radical workplace transparency on our new/seperate business-centric site. While it might be scary for your boss to see how you spend your time, it shouldn't be scary if everyone can see how everyone spends their time (ideally, including your boss). Think about it– how much energy gets spent by people appearing to be productive? We all do it, but some people are startlingly good at it. With furtive alt-tabs to Excel when people walk by, staying late even though they've burned out hours before and are really just spinning their wheels, writing long emails and cc'ing entire departments– they've mastered the art of faux-productivity. On the other side of the coin, there are people who aren't good at these games (or choose not to engage in them) - and people might resent them for appearing less productive than their average co-worker. RescueTime removes this dishonesty, and with it the guilt and resentment that can come along with it– all while giving managers and co-workers critical insight into their most important resource– their own time and attention.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Relying Party Stats as of Mar. 1, 2009

via JanRain Blog de noreply@blogger.com (molson) em 16/03/09
The number of sites at which you can use your OpenID has continued to grow at a rapid rate. 37,517 websites are now OpenID-enabled. But remember, the actual number of destination sites is quite higher since we count umbrella sites like blogger, wordpress and livejournal as single sites (even though each has thousands of unique blogs that accept OpenID).

We hope that you continue to enjoy using your OpenID, and if you come across a favorite website that doesn't currently enable OpenID logins, please visit http://demand.openid.net/ and use the simple bookmarklet to request that it become OpenID-enabled.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Twitter - Que países mais se interessam pelo fenómeno?

Twitter - Que países mais se interessam pelo fenómeno?

Twitter - Que países mais se interessam pelo fenómeno?

Que 2009 tem sido efectivamente o ano de afirmação (massificação) do Twitter e que este é definitivamente mainstream já ninguém (ou quase) terá dúvidas.

Bom, mau, desvirtuado, "finalmente aproveitado", "email dos pobres", flavour of the week, etc., chame-lhe o que quiser mas a verdade é que caracterizar o maior representante do microblogging como irrelevante só estará mesmo à altura da falta de discernimento de alguns.

Mas como está o Twitter a conquistar o mundo? Melhor… em que grau outros países que não os E.U.A., pioneiros impulsionadores do Twitter, adoptaram o fenómeno e a ele reservam um nível de atenção digno de nota? O Twitter está de facto a entrar na vida das pessoas? A resposta parece óbvia mas nada com alguns dados menos abstractos que a simples opinião para suportar qualquer afirmação.

Foi isso que a equipa responsável pelo blog oficial do Pingdom (Royal Pingdom) resolveu procurar.

Fazendo uso do Google Insights, recolheram dados que apesar de nunca poderem ser tidos como conclusivos creio serem valiosos indicadores do quanto e do onde o Twitter é grande. Assim, a lista dos 10 países que presentemente mais aderiram ao fenómeno Twitter tem a seguinte composição:

Pingdom e o buzz do Twitter que se espalha pelo mundo.

Chamo a atenção para o facto de os dados não representarem valores numéricos absolutos, i.e., os dados recolhidos a partir do Google Insights consideram e levam em linha de conta a dimensão do país apresentando por isso valores numéricos relativos.

Ficam contudo duas notas importantes: primeiro, a dominância dos países anglófonos, sempre esperada, é neste caso esmagadora e ocupa os 5 primeiros lugares da tabela. Segundo e de alguma forma curiosos, a linha da anglofonia é quebrada por Portugal, num esclarecedor 6º lugar. Portugal pia, de facto, muito!

Parece-me ainda interessante destacar a inexistência do espanhol na tabela. Se no caso de países nórdicos e germânicos tal ausência se pode explicar pela utilização do inglês na maior das comunicações online, já na Espanha (ou qualquer país hispanófono) isso não é mesmo justificação.

Boas twittadas!

Fonte: "The countries buzzing the most about Twitter in 2009"

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sábado, 7 de março de 2009

FF3 Gains Ground on IE

via StatCounter Blog de admin em 04/03/09

Mozilla Firefox 3 overtook Microsoft's Internet logosExplorer 6 for the first time in February in the Internet Browser Wars according to monthly data from StatCounter Global Stats - our new free analysis tool.

Internet Explorer 7 continues to lead globally with 41% market share. However, Firefox 3 is now in second place with 24% replacing IE 6.

statcounter_global_stats_browsers_jan_to_mar_09

Click here to view full size graph.

"Since its launch less than a year ago, Firefox 3 has attained nearly one quarter of the global market," commented Aodhan Cullen, CEO and founder, StatCounter. "IE 7 is consistently holding about 40% of the global market but IE 6 has fallen from 28% in July last to 22% in February this year."**

The growth in usage of Firefox 3 can be partly attributed to users upgrading to the new version - Firefox 2 market share has fallen from 16% to 3% in the period.

Microsoft's combined IE 7 and IE 6 market share has fallen from 68% in July last year to 63% now. IE 8 has gained a toehold in the market of just over 1%. Firefox 3 and 2 has grown from 25% in July last to 27% in February 2009.

** Source: Figures based on monthly StatCounter Global Stats analysis.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Facebook Demographic Statistics

Facebook Demographic Statistics

Nota
Quadros estatísticos de utilização do Facebook segundo os países, a idade e o género.
Rui Moio

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Os malandros dos Braganças....

via Centenário da República de noreply@blogger.com (Ricardo Gomes da Silva) em 16/01/09
Ainda a questão da Monarquia Vs [pseudo] Republica, que entretanto esmoreceu e eu entendo o porquê...primeiro debita-se a cartilha (3 ou 4 frases chave) e depois fingimo-nos mortos para fazer da ausência uma reflexão profunda do passo seguinte e principalmente, não deixar ninguém perceber que afinal...desconhecemos o assunto

Li por aqui ou noutro blogue a afirmação:
à data do fim da Monarquia, éramos um dos países com maiores taxas de analfabetismo da Europa - actualmente não -, éramos industrialmente atrasados e atente-se que foi no tempo da Dinastia Bragantina (1640-1910) que perdemos o combóio europeu, depois de termos sido uma super-potência mundial.


Eu cá ando à espera que o caro Tiago desencante as ditas estatisticas ou números para sustentar a afirmação...certamente já percebeu que não existem
Mas eu explico detalhadamente a aberração da afirmação...comecemos pelo "comboio", que como sabemos não foi inventado em 1640 mas teve um nascimento industrial nos primeiros 20 anos do sec XIX, portanto ai têm 2 gráficos que identificam a tendência (filtro Hodrick Prescott) do PIB per capita médio (dos paises do gráfico superior) em relação a Portugal:

Photobucket

a ideia é simples...quanto mais próximo do valor 1 ,mais próximo estamos do nível de vida médio dos paises considerados.É um gráfico que lida com uma realidade dinâmica que compara a evolução do PIB/capita português com o PIB /capita das economias mais dinâmicas.

houve três periodos de aproximação ao Nível das economias desenvolvidas entre 1860 e 1890 (30 anos,com uma taxa muito elevada de crescimento no principio da decada de 80 do sec XIX, ainda não repetida até hoje), 1925 e 1938 (13 anos do ínicio do Estado Novo)e novamente de 1950 até hoje,mas nenhuma dessas evoluções nos aproximou do nivel de 1820 e só em 1970 atingimos o nível de 1890

Se notarem estavamos mais próximos da riqueza dos paises desenvolvidos em 1820 do que actualmente....quase 200 anos !!!!!!!!!!, e não arrisco muito com uma extrapoloação de mais 1 anos porque entramos em recessão com uma 3º República mais gasta do que um pneu velho

estivemos entre 1820 e 1890 2 vezes a um nivél de quase paridade e apenas há meia duzia de anos é que voltamos a ter o mesmo nivél de vida (relativo) que havia no tempo de D. Maria II

Acho que nem vale a pena falar do contributo da 1º república porque acho que o gráfico evidência isso muito bem


Fonte: o gráfico foi retirado do livro "economia portuguesa" de João Cesar das Neves
mas há mais...ainda falta de 1820 para trás

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dívida externa: Portugal à beira da falência!

via Um Jardim no Deserto em 13/01/09

Não, a culpa não é da crise: é mesmo do actual governo ps liderado pelo quase-engenheiro.

Para melhor visualizar o descalabro construíram-se alguns gráficos.

Dívida externa Portugal 2003-08

Dívida Externa Portuguesa
Como se sabe a Dívida Externa total é o somatório dos empréstimos contraídos no exterior pelo próprio Estado, por outras instituições públicas e privadas e pelos financiamentos do sector da banca.
No final do primeiro semestre de 2008 a dívida externa total portuguesa atingia o valor máximo de sempre, 344 mil milhões de euros (aproximadamente o dobro do PIB nacional), ou seja 200% do PIB*. Para mais facilmente se perceber este montante absurdo, basta pensar que, mantendo os mesmos níveis de produção, todos os portugueses teriam em teoria que trabalhar dois anos sem ganhar vencimento para poderem pagar a dívida externa do país. ...
(Algarve Reporter, E agora, Portugal?, Crónica do Serrone, 05/Janeiro/2009)

Dívida externa Portugal 2003-08

No gráfico em baixo faz-se uma simples projecção gráfica do aumento da dívida externa total, caso o ritmo de crescimento se mantivesse constante.

Dívida externa Portugal 2004-09

A dívida externa total de Portugal rondaria assim, em 2009, os 400000 milhões de euros num cenário de contenção(?) de despesas.

Mas, infelizmente, ela será muito maior, pois este governo de liderança pouco iluminada vai avançar pela via do furioso aumento do gasto público, com a construção da Rede de Alta Velocidade/TGV (custo estimado em 7500 milhões de euros) e do NAL-Novo aeroporto de Lisboa (custo estimado em 3300 milhões de euros).

Uma fuga para a frente em direcção ao abismo do sobre-endividamento, um verdadeiro suicídio económico que os portugueses pagarão muito caro e por muito tempo.

Com três (3) actos eleitorais à porta é claríssima a opção do primeiro-ministro: iniciar quanto antes a farta distribuição devida pelo favor político, precavendo o precalço eleitoral que cada vez parece mais certo em período de grave recessão económica.

É claro que ele tem a mentirosa desculpa preparada:

Sócrates já iniciou o discurso de desculpabilização do governo. Segundo ele, este estava a fazer um bom trabalho com resultados surpreendentes que se tinham já traduzido na recuperação da economia e no crescimento económico. Mas agora uma crise externa imprevisível, de que não tem culpa, veio estragar o bom trabalho que estava a fazer. É este o novo discurso de desculpabilização do governo, que interessa analisar e confrontar com dados mesmo do FMI, Eurostat e Banco de Portugal sobre a evolução do nosso País nos últimos anos. ... (O discurso da desculpabilização do governo, a cambalhota de Sócrates na AR e as consequências da ruinosa gestão capitalista, por Eugénio Rosa, na Resistir.info, em 12/Outubro/2008)

Uma das mensagens que Sócrates e todo o governo têm procurado fazer passar, é que o País estava a recuperar, mas que a crise financeira internacional, de que ele não tem culpa, veio estragar tudo. Isso não é verdade pois o agravamento da situação é também anterior à crise. No período de 2005-2008 com Sócrates, o crescimento económico em Portugal foi, em média, igual a menos de metade da média da União Europeia, pois em 4 anos Portugal cresceu apenas 4,8% enquanto a UE27 aumentou 9,8%. ... (Quatro anos de governo Sócrates - Agravamento da situação económica é anterior à crise internacional, por Eugénio Rosa, n' O Diário.info, em 29/11/08)



quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

E os mais procurados no Google são…

E os mais procurados no Google são...

Tal como o Yahoo!, o Google publicou o Zeitgeist 2008, informação analítica para as pesquisas efectuadas durante o ano de 2008 no gigante norte-americano.

No entanto e ao contrário das listas publicadas pelo Yahoo!, o Zeitgeist 2008 não centra a sua atenção apenas nas buscas mais efectuadas mas também (e essencialmente) naquelas que mais rapidamente ganham terreno, os Fastest Rising ou "Maiores Subidas", o que coloca em comparação directa os resultados deste ano e do ano que passou.

Ficam então as pesquisas que mais significância apresentam neste Zeitgeist 2008:

  1. sarah palin
  2. beijing 2008
  3. facebook login
  4. tuenti
  5. heath ledger
  6. obama
  7. nasza klasa
  8. wer kennt wen
  9. euro 2008
  10. jonas brothers

-A lista do Yahoo! (com resultados absolutos):

  1. Britney Spears
  2. WWE
  3. Barack Obama
  4. Miley Cyrus
  5. RuneScape
  6. Jessica Alba
  7. Naruto
  8. Lindsay Lohan
  9. Angelina Jolie
  10. American Idol

-Apenas a título de curiosidade digo-lhe que em 2007 "Britney Spears" e "WWE" já ocupavam os mesmos lugares - primeiro e segundo - e que "Jessica Alba", "RuneScape" e "Naruto" faziam já parte do Top10.

Caso seja do seu interesse, poderá ficar a conhecer os resultados absolutos para o número de pesquisas mais efectuadas no Google para os serviços regionais. Apenas a título de exemplo ficam os termos mais pesquisados (em termos absolutos) no Brasil:

  1. jogos de meninas
  2. naruto
  3. you tube
  4. claro
  5. youtube
  6. jogos
  7. jogo
  8. esporte
  9. tradutor
  10. o dia

-Resultados mais esclarecedores podem ser encontrados nas maiores subidas registadas (fastest rising):

  1. orkut
  2. jogos
  3. download
  4. fotos
  5. youtube
  6. videos
  7. musicas
  8. musica
  9. msn
  10. globo

-Boas pesquisas!

Post from: 2.0 WEBMANIA - Portugal, a Web 2.0, o Mundo e a Internet

E os mais procurados no Google são…

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Quanto a casa gasta

via Euro-Ultramarino de noreply@blogger.com (Euro-Ultramarino) em 08/12/08
Via O Reaccionário fui dar no Portugal aos Portugueses. Pois aí encontrei uma interessante tabela com a evolução dos preços de vários itens, de 1974 a 2008, tudo actualizado e em euros. Fica-se boquiaberto com inflação de lavra democratítica... De bom alvitre seria incluir igualmente a trajectória dos ganhos - plus benefits - dos excelsos para-lamentar-es, ministros, secretários e quejandos, durante esses trinta e quatro luminosos anos, quando, no Estado, servir deu lugar a servir-se.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

No Bom Caminho

via Random Precision de Luis Grave Rodrigues em 23/10/08

O gráfico aqui ao lado mostra a evolução da implantação das religiões (e das pessoas que não têm qualquer religião) na população dos Estados Unidos da América desde 1972 até 2006.

O que este gráfico demonstra é que mesmo num país em que é particularmente feroz a influência dos lobbies religiosos tanto nos assuntos de Estado como na vida quotidiana de toda a gente, é perfeitamente notório o crescente número de americanos que se afirmam ateus ou agnósticos, como é inegável a progressiva diminuição do número de pessoas que preferem refugiar-se no sossegado conforto da irracionalidade da fé a queimar os seus neurónios a pensar racionalmente.

Ao falar nisto era obviamente inevitável não deixar aqui o célebre lugar-comum: sim, «as sondagens valem o que valem!».
Mas «valendo o que valem» todas as sondagens, seria bom que as pessoas meditassem nalguns números.

É que nos países que temos por mais civilizacionalmente evoluídos e com um nível de vida sem qualquer possibilidade de comparação mesmo com os restantes países ocidentais, como sejam a Suécia, a Noruega ou a Dinamarca, a percentagem de pessoas que se afirmam ateias ascende a cerca de 80%.

Na Europa continental, não é decerto por acaso que os países com níveis de desenvolvimento normalmente mais baixos – Portugal e a Espanha – sejam precisamente aqueles com mais influência histórica da Igreja Católica.

Mesmo nos Estados Unidos da América, um fértil viveiro para fanáticos evangelistas, onde ainda perto de 80% das pessoas se afirmam teístas e onde metade destas acreditam piamente que Deus criou o mundo em 6 dias e para aí há coisa de 6 mil anos (e que pensam que os fósseis só existem porque Deus os espalhou pela Terra «para testar a nossa fé»), o que é facto é que a percentagem de ateus nos membros da Academia das Ciências Americana ascende a cerca de… 95%!

São boas as notícias que demonstram que, mesmo que ainda pouco a pouco, vamos no bom caminho.
E que provam claramente que neste mundo, onde as religiões são sempre sinónimo de ódio, de intolerância, de homofobia e de discriminação, é cada vez maior o número de pessoas que se libertam das grilhetas do primitivismo teológico que herdaram do nosso antepassado Neandertal.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Estado já cortou 175 mil pensões de invalidez

«O número de beneficiários de pensões por invalidez tem vindo a diminuir a grande ritmo, tendo-se reduzido 23,5% nos últimos dez anos. O Estado gasta mais de 100 milhões de euros por mês com estas prestações sociais.»

Fonte: Jornal de Notícias de 18Nov2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Nota: Para aumentar a imagem, clique sobre ela.

Fonte: Market Share - 09Nov2008

Market share for browsers, operating systems and search engines

Market share for browsers, operating systems and search engines
Fonte: Conta do fabiosantos99 do Twitter - post de 09Nov2008

sábado, 8 de novembro de 2008

Eleições: a diferença de olhar entre bloggers e jornalistas

via Certamente! by Paulo Querido on 11/6/08

Não sendo surpresa que jornais e blogs tratam os assuntos de forma diferente, as eleições americanas foram uma excelente oportunidade para quantificar essa diferença.
Para verificar a diferença de olhar, peguei no conjunto de artigos publicados num e noutro lado ao longo da última semana da campanha americana e contei as ocorrências dos nomes dos candidatos à presidência, bem como dos seus vices — Barack Obama e Joe Biden, John McCain e Sarah Palin; depois, optei por gráficos que dão facilmente a perspectiva das diferenças. Analisei um total de 1.311 artigos, dos quais 596 publicados pelos mainstream media (MSM) e 715 pela blogosfera.
O principal problema foi… descartar as fontes repetidas, nomeadamente os parasitas que copiam o noticiário da imprensa e surgem no Google muitas vezes melhor posicionados que os originais. Evitei também os agregadores, que também não contêm originais.
(Nota: apesar da inspiração gráfica, estas "bolhas" não são diagramas de Venn.)

A primeira conclusão que resulta destes quatro gráficos é a maior atenção dedicada pela blogosfera ao candidato democrata, referenciado praticamente o dobro das vezes. Como se nota no primeiro quadro, os MSM distribuem a sua atenção em doses mais equilibradas que os blogs (segundo quadro).
A segunda conclusão imediata tem a ver com a desproporção de atenção, quando passamos para os vices (abaixo). Quem provoca este desequilíbrio na ordem natural da comunicação?

Sarah Palin. O fenómeno mediático em que a campanha republicana apostou para tentar ganhar uma guerra que parecia perdida. E na verdade Palin levou holofotes à campanha e alento às hostes. Mas o cômputo final do lance far-se-á em função dos resultados. O que esta análise mostra é que Palin impressionou muito mais os jornalistas do que os bloggers.

Paulo Querido, jornalista

Akismet 2.2.1 e estatísticas online

via MUIOMUIO.NET by Mario Andrade on 10/22/08

Finalmente o desenvolvimento do Akismet começa a ser algo interessante de acompanhar. O rei e senhor dos plugins anti-spam finalmente começa a incorporar estatísticas com um toque Web 2.0 no seu site.

akismet 2.2.1 stats chart

Consultar estatísticas Akismet online

  1. Vais precisar de saber a tua API Key
    Se não tens uma API Key vai a WordPress.com e regista-te, a tua API Key será enviada para o teu email.
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  2. Edita a seguinte URL com a tua API Key e endereço do teu blog

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

As melhores companhias

via Rotas & Destinos on 10/17/08
Mais de 15 milhões de passageiros de 97 nacionalidades participaram num estudo realizado pela Skytrax, empresa de prospecção de mercado do sector...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Alguns apontamentos sobre eleições "republicanas"

via Centenário da República by noreply@blogger.com (Luís Bonifácio) on 10/1/08
Perante este texto de Artur Mendonça, um dos escribas do Almanaque republicano, o qual critica, no bom sentido do termo diga-se, a iniciativa da nossa comemoração do Centenário da republica

Sobre o texto de Artur Mendonça já respondi genericamente na sua caixa de comentários. No entanto, e para mais alicerçar a nossa posição resolvi abrir as "hostilidades" com algum material que me encontro a preparar para a Plataforma.

Diz Artur Mendonça que […] Na Monarquia já existiam eleições, mas também se sabe que elas de livres tinham só o nome. Mais, os monarcas tiveram o cuidado de votar leis que podiam impedir o progresso eleitoral dos republicanos criando círculos eleitorais mais amplos nas regiões urbanas de Lisboa e do Porto, onde tradicionalmente havia maior votação no Partido Republicano, para conseguirem realizar mais facilmente as famosas chapeladas (colocação de votos nas urnas)[…].
Nenhum de nós contesta esta afirmação, o que nós contestamos é que a partir de 1910, a situação alterou-se para … pior.
A legitimidade das eleições republicanas foi durante todo o período da 1ª republica ainda menor que na Monarquia Constitucional.
Este facto, vai fazer com que mais de 90% da população portuguesa esteja de facto fora do sistema de decisão, fazendo com que o regime ficasse completamente à mercê de golpes de Estado. Para a grande maioria da população portuguesa antes de 1926, ter um governo eleito ou ter um governo de ditadura era exactamente a mesma coisa, nenhum dos dois lhes pedia a opinião. Assim que uma ditadura esfriou os ânimos e sossegou o país, ficou calmamente no poder, durante 48 anos até cair, quase por acidente, de pura velhice.
O gráfico seguinte (ainda incompleto) representa o número de eleitores e votantes em todas as eleições desde 1834 até 1925. Os dados foram retirados da página da Biblioteca Nacional "Materiais para a história eleitoral e parlamentar 1820-1926"
Neste sítio não se apresentam explicações para a ausência do número de votantes em várias eleições.

A risca preta representa o início do período republicano. Se descontarmos o ano de 1918, eleição directa de Sidónio Pais, que a historiografia republicana oficial não considera como eleição mas plebiscito, vemos que durante o período republicano, com excepção de 1911, o número de Portugueses com direito a voto esteve ao nível dos últimos anos da monarquia e similar aos anos 1870 quando a população era 50 % inferior.
Longe ficaram os tempos de 1891-1895 quando 90% da população Portuguesa masculina maior de 21 anos (Então o universo legal de votantes) tinha direito a voto.
Mas se verificarmos o número de votantes, as diferenças ainda são mais gritantes. Nunca em 16 anos de república o número de votantes foi superior ao número de votantes do tempo da Monarquia Constitucional.
Quanto às chapeladas republicanas, que a história oficial afirma nunca terem existido aqui deixo dois exemplos:

Carta de Afonso Costa (então primeiro-ministro) a aconselhar um presidente de câmara, a dois dias de ser nomeado governador-civil que "não se perdesse por causas meramente formais um só dos nossos votos".

A segunda missiva vem de Luís Filipe Rodrigues, notário de Monção, aconselhando o meu bisavô, Raimundo Meira, então candidato a Senador, a enviar 800 listas (boletins de votos) para entrarem nas urnas de modo a garantir a sua eleição.

Que coisas destas aconteceram na Monarquia, sim, ninguém duvida disso. Mas o que a história oficial afirma é que entre 1910 e 1926 as eleições foram livres, justas, o que está tão longe da realidade quanto a história da Carochinha.

Nota: Este apontamento faz parte de um trabalho mais alargado sobre eleições no regime republicano a publicar na Plataforma