A informação veiculada em quadros e gráficos estatísticos é imensa e multivariada. Geralmente, fazem-se análises particulares segundo o ângulo que ao observador interessa mais, que noutros momentos, pode ser muito diferente. Assim, creio que o disponibilizarem-se quadros e gráficos estatísticos aos estudiosos é muito importante e que, num blogue, permite que se faça debate das interpretações e análises que cada observador faz dos dados apresentados.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Facebook Demographic Statistics
Nota
Quadros estatísticos de utilização do Facebook segundo os países, a idade e o género.
Rui Moio
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Os malandros dos Braganças....
Li por aqui ou noutro blogue a afirmação:
à data do fim da Monarquia, éramos um dos países com maiores taxas de analfabetismo da Europa - actualmente não -, éramos industrialmente atrasados e atente-se que foi no tempo da Dinastia Bragantina (1640-1910) que perdemos o combóio europeu, depois de termos sido uma super-potência mundial.
Eu cá ando à espera que o caro Tiago desencante as ditas estatisticas ou números para sustentar a afirmação...certamente já percebeu que não existem
Mas eu explico detalhadamente a aberração da afirmação...comecemos pelo "comboio", que como sabemos não foi inventado em 1640 mas teve um nascimento industrial nos primeiros 20 anos do sec XIX, portanto ai têm 2 gráficos que identificam a tendência (filtro Hodrick Prescott) do PIB per capita médio (dos paises do gráfico superior) em relação a Portugal:

houve três periodos de aproximação ao Nível das economias desenvolvidas entre 1860 e 1890 (30 anos,com uma taxa muito elevada de crescimento no principio da decada de 80 do sec XIX, ainda não repetida até hoje), 1925 e 1938 (13 anos do ínicio do Estado Novo)e novamente de 1950 até hoje,mas nenhuma dessas evoluções nos aproximou do nivel de 1820 e só em 1970 atingimos o nível de 1890
Se notarem estavamos mais próximos da riqueza dos paises desenvolvidos em 1820 do que actualmente....quase 200 anos !!!!!!!!!!, e não arrisco muito com uma extrapoloação de mais 1 anos porque entramos em recessão com uma 3º República mais gasta do que um pneu velho
estivemos entre 1820 e 1890 2 vezes a um nivél de quase paridade e apenas há meia duzia de anos é que voltamos a ter o mesmo nivél de vida (relativo) que havia no tempo de D. Maria II
Acho que nem vale a pena falar do contributo da 1º república porque acho que o gráfico evidência isso muito bem
Fonte: o gráfico foi retirado do livro "economia portuguesa" de João Cesar das Neves
mas há mais...ainda falta de 1820 para trás
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Dívida externa: Portugal à beira da falência!
Não, a culpa não é da crise: é mesmo do actual governo ps liderado pelo quase-engenheiro.
Para melhor visualizar o descalabro construíram-se alguns gráficos.

Dívida Externa Portuguesa
Como se sabe a Dívida Externa total é o somatório dos empréstimos contraídos no exterior pelo próprio Estado, por outras instituições públicas e privadas e pelos financiamentos do sector da banca.
No final do primeiro semestre de 2008 a dívida externa total portuguesa atingia o valor máximo de sempre, 344 mil milhões de euros (aproximadamente o dobro do PIB nacional), ou seja 200% do PIB*. Para mais facilmente se perceber este montante absurdo, basta pensar que, mantendo os mesmos níveis de produção, todos os portugueses teriam em teoria que trabalhar dois anos sem ganhar vencimento para poderem pagar a dívida externa do país. ... (Algarve Reporter, E agora, Portugal?, Crónica do Serrone, 05/Janeiro/2009)

No gráfico em baixo faz-se uma simples projecção gráfica do aumento da dívida externa total, caso o ritmo de crescimento se mantivesse constante.

A dívida externa total de Portugal rondaria assim, em 2009, os 400000 milhões de euros num cenário de contenção(?) de despesas.
Mas, infelizmente, ela será muito maior, pois este governo de liderança pouco iluminada vai avançar pela via do furioso aumento do gasto público, com a construção da Rede de Alta Velocidade/TGV (custo estimado em 7500 milhões de euros) e do NAL-Novo aeroporto de Lisboa (custo estimado em 3300 milhões de euros).
Uma fuga para a frente em direcção ao abismo do sobre-endividamento, um verdadeiro suicídio económico que os portugueses pagarão muito caro e por muito tempo.
Com três (3) actos eleitorais à porta é claríssima a opção do primeiro-ministro: iniciar quanto antes a farta distribuição devida pelo favor político, precavendo o precalço eleitoral que cada vez parece mais certo em período de grave recessão económica.
É claro que ele tem a mentirosa desculpa preparada:
Sócrates já iniciou o discurso de desculpabilização do governo. Segundo ele, este estava a fazer um bom trabalho com resultados surpreendentes que se tinham já traduzido na recuperação da economia e no crescimento económico. Mas agora uma crise externa imprevisível, de que não tem culpa, veio estragar o bom trabalho que estava a fazer. É este o novo discurso de desculpabilização do governo, que interessa analisar e confrontar com dados mesmo do FMI, Eurostat e Banco de Portugal sobre a evolução do nosso País nos últimos anos. ... (O discurso da desculpabilização do governo, a cambalhota de Sócrates na AR e as consequências da ruinosa gestão capitalista, por Eugénio Rosa, na Resistir.info, em 12/Outubro/2008)
Uma das mensagens que Sócrates e todo o governo têm procurado fazer passar, é que o País estava a recuperar, mas que a crise financeira internacional, de que ele não tem culpa, veio estragar tudo. Isso não é verdade pois o agravamento da situação é também anterior à crise. No período de 2005-2008 com Sócrates, o crescimento económico em Portugal foi, em média, igual a menos de metade da média da União Europeia, pois em 4 anos Portugal cresceu apenas 4,8% enquanto a UE27 aumentou 9,8%. ... (Quatro anos de governo Sócrates - Agravamento da situação económica é anterior à crise internacional, por Eugénio Rosa, n' O Diário.info, em 29/11/08)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
E os mais procurados no Google são…

Tal como o Yahoo!, o Google publicou o Zeitgeist 2008, informação analítica para as pesquisas efectuadas durante o ano de 2008 no gigante norte-americano.
No entanto e ao contrário das listas publicadas pelo Yahoo!, o Zeitgeist 2008 não centra a sua atenção apenas nas buscas mais efectuadas mas também (e essencialmente) naquelas que mais rapidamente ganham terreno, os Fastest Rising ou "Maiores Subidas", o que coloca em comparação directa os resultados deste ano e do ano que passou.
Ficam então as pesquisas que mais significância apresentam neste Zeitgeist 2008:
- sarah palin
- beijing 2008
- facebook login
- tuenti
- heath ledger
- obama
- nasza klasa
- wer kennt wen
- euro 2008
- jonas brothers
-A lista do Yahoo! (com resultados absolutos):
- Britney Spears
- WWE
- Barack Obama
- Miley Cyrus
- RuneScape
- Jessica Alba
- Naruto
- Lindsay Lohan
- Angelina Jolie
- American Idol
-Apenas a título de curiosidade digo-lhe que em 2007 "Britney Spears" e "WWE" já ocupavam os mesmos lugares - primeiro e segundo - e que "Jessica Alba", "RuneScape" e "Naruto" faziam já parte do Top10.
Caso seja do seu interesse, poderá ficar a conhecer os resultados absolutos para o número de pesquisas mais efectuadas no Google para os serviços regionais. Apenas a título de exemplo ficam os termos mais pesquisados (em termos absolutos) no Brasil:
- jogos de meninas
- naruto
- you tube
- claro
- youtube
- jogos
- jogo
- esporte
- tradutor
- o dia
-Resultados mais esclarecedores podem ser encontrados nas maiores subidas registadas (fastest rising):
- orkut
- jogos
- download
- fotos
- youtube
- videos
- musicas
- musica
- msn
- globo
-Boas pesquisas!
Post from: 2.0 WEBMANIA - Portugal, a Web 2.0, o Mundo e a Internet
E os mais procurados no Google são…
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Quanto a casa gasta
Via O Reaccionário fui dar no Portugal aos Portugueses. Pois aí encontrei uma interessante tabela com a evolução dos preços de vários itens, de 1974 a 2008, tudo actualizado e em euros. Fica-se boquiaberto com inflação de lavra democratítica... De bom alvitre seria incluir igualmente a trajectória dos ganhos - plus benefits - dos excelsos para-lamentar-es, ministros, secretários e quejandos, durante esses trinta e quatro luminosos anos, quando, no Estado, servir deu lugar a servir-se.quinta-feira, 20 de novembro de 2008
No Bom Caminho
O gráfico aqui ao lado mostra a evolução da implantação das religiões (e das pessoas que não têm qualquer religião) na população dos Estados Unidos da América desde 1972 até 2006. O que este gráfico demonstra é que mesmo num país em que é particularmente feroz a influência dos lobbies religiosos tanto nos assuntos de Estado como na vida quotidiana de toda a gente, é perfeitamente notório o crescente número de americanos que se afirmam ateus ou agnósticos, como é inegável a progressiva diminuição do número de pessoas que preferem refugiar-se no sossegado conforto da irracionalidade da fé a queimar os seus neurónios a pensar racionalmente.
Ao falar nisto era obviamente inevitável não deixar aqui o célebre lugar-comum: sim, «as sondagens valem o que valem!».
Mas «valendo o que valem» todas as sondagens, seria bom que as pessoas meditassem nalguns números.
É que nos países que temos por mais civilizacionalmente evoluídos e com um nível de vida sem qualquer possibilidade de comparação mesmo com os restantes países ocidentais, como sejam a Suécia, a Noruega ou a Dinamarca, a percentagem de pessoas que se afirmam ateias ascende a cerca de 80%.
Na Europa continental, não é decerto por acaso que os países com níveis de desenvolvimento normalmente mais baixos – Portugal e a Espanha – sejam precisamente aqueles com mais influência histórica da Igreja Católica.
Mesmo nos Estados Unidos da América, um fértil viveiro para fanáticos evangelistas, onde ainda perto de 80% das pessoas se afirmam teístas e onde metade destas acreditam piamente que Deus criou o mundo em 6 dias e para aí há coisa de 6 mil anos (e que pensam que os fósseis só existem porque Deus os espalhou pela Terra «para testar a nossa fé»), o que é facto é que a percentagem de ateus nos membros da Academia das Ciências Americana ascende a cerca de… 95%!
São boas as notícias que demonstram que, mesmo que ainda pouco a pouco, vamos no bom caminho.
E que provam claramente que neste mundo, onde as religiões são sempre sinónimo de ódio, de intolerância, de homofobia e de discriminação, é cada vez maior o número de pessoas que se libertam das grilhetas do primitivismo teológico que herdaram do nosso antepassado Neandertal.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Estado já cortou 175 mil pensões de invalidez
Fonte: Jornal de Notícias de 18Nov2008

