A informação veiculada em quadros e gráficos estatísticos é imensa e multivariada. Geralmente, fazem-se análises particulares segundo o ângulo que ao observador interessa mais, que noutros momentos, pode ser muito diferente. Assim, creio que o disponibilizarem-se quadros e gráficos estatísticos aos estudiosos é muito importante e que, num blogue, permite que se faça debate das interpretações e análises que cada observador faz dos dados apresentados.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Estado já cortou 175 mil pensões de invalidez

«O número de beneficiários de pensões por invalidez tem vindo a diminuir a grande ritmo, tendo-se reduzido 23,5% nos últimos dez anos. O Estado gasta mais de 100 milhões de euros por mês com estas prestações sociais.»

Fonte: Jornal de Notícias de 18Nov2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Nota: Para aumentar a imagem, clique sobre ela.

Fonte: Market Share - 09Nov2008

Market share for browsers, operating systems and search engines

Market share for browsers, operating systems and search engines
Fonte: Conta do fabiosantos99 do Twitter - post de 09Nov2008

sábado, 8 de novembro de 2008

Eleições: a diferença de olhar entre bloggers e jornalistas

via Certamente! by Paulo Querido on 11/6/08

Não sendo surpresa que jornais e blogs tratam os assuntos de forma diferente, as eleições americanas foram uma excelente oportunidade para quantificar essa diferença.
Para verificar a diferença de olhar, peguei no conjunto de artigos publicados num e noutro lado ao longo da última semana da campanha americana e contei as ocorrências dos nomes dos candidatos à presidência, bem como dos seus vices — Barack Obama e Joe Biden, John McCain e Sarah Palin; depois, optei por gráficos que dão facilmente a perspectiva das diferenças. Analisei um total de 1.311 artigos, dos quais 596 publicados pelos mainstream media (MSM) e 715 pela blogosfera.
O principal problema foi… descartar as fontes repetidas, nomeadamente os parasitas que copiam o noticiário da imprensa e surgem no Google muitas vezes melhor posicionados que os originais. Evitei também os agregadores, que também não contêm originais.
(Nota: apesar da inspiração gráfica, estas "bolhas" não são diagramas de Venn.)

A primeira conclusão que resulta destes quatro gráficos é a maior atenção dedicada pela blogosfera ao candidato democrata, referenciado praticamente o dobro das vezes. Como se nota no primeiro quadro, os MSM distribuem a sua atenção em doses mais equilibradas que os blogs (segundo quadro).
A segunda conclusão imediata tem a ver com a desproporção de atenção, quando passamos para os vices (abaixo). Quem provoca este desequilíbrio na ordem natural da comunicação?

Sarah Palin. O fenómeno mediático em que a campanha republicana apostou para tentar ganhar uma guerra que parecia perdida. E na verdade Palin levou holofotes à campanha e alento às hostes. Mas o cômputo final do lance far-se-á em função dos resultados. O que esta análise mostra é que Palin impressionou muito mais os jornalistas do que os bloggers.

Paulo Querido, jornalista

Akismet 2.2.1 e estatísticas online

via MUIOMUIO.NET by Mario Andrade on 10/22/08

Finalmente o desenvolvimento do Akismet começa a ser algo interessante de acompanhar. O rei e senhor dos plugins anti-spam finalmente começa a incorporar estatísticas com um toque Web 2.0 no seu site.

akismet 2.2.1 stats chart

Consultar estatísticas Akismet online

  1. Vais precisar de saber a tua API Key
    Se não tens uma API Key vai a WordPress.com e regista-te, a tua API Key será enviada para o teu email.
    Se já estás registado no WordPress.com a tua API Key aparece na página com informação do teu perfil. (faz login no wordpress.com e vai a «My Account»)
  2. Edita a seguinte URL com a tua API Key e endereço do teu blog

    http://wordpress_api_key.web.akismet.com/1.0/user-stats.php?blog=URL_Blog

Apenas uma nota para quem não estiver interessado em ler o rodapé na página, HAM são comentários que não são SPAM.

links: Página Oficial / Akismet WordPress plugin

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

As melhores companhias

via Rotas & Destinos on 10/17/08
Mais de 15 milhões de passageiros de 97 nacionalidades participaram num estudo realizado pela Skytrax, empresa de prospecção de mercado do sector...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Alguns apontamentos sobre eleições "republicanas"

via Centenário da República by noreply@blogger.com (Luís Bonifácio) on 10/1/08
Perante este texto de Artur Mendonça, um dos escribas do Almanaque republicano, o qual critica, no bom sentido do termo diga-se, a iniciativa da nossa comemoração do Centenário da republica

Sobre o texto de Artur Mendonça já respondi genericamente na sua caixa de comentários. No entanto, e para mais alicerçar a nossa posição resolvi abrir as "hostilidades" com algum material que me encontro a preparar para a Plataforma.

Diz Artur Mendonça que […] Na Monarquia já existiam eleições, mas também se sabe que elas de livres tinham só o nome. Mais, os monarcas tiveram o cuidado de votar leis que podiam impedir o progresso eleitoral dos republicanos criando círculos eleitorais mais amplos nas regiões urbanas de Lisboa e do Porto, onde tradicionalmente havia maior votação no Partido Republicano, para conseguirem realizar mais facilmente as famosas chapeladas (colocação de votos nas urnas)[…].
Nenhum de nós contesta esta afirmação, o que nós contestamos é que a partir de 1910, a situação alterou-se para … pior.
A legitimidade das eleições republicanas foi durante todo o período da 1ª republica ainda menor que na Monarquia Constitucional.
Este facto, vai fazer com que mais de 90% da população portuguesa esteja de facto fora do sistema de decisão, fazendo com que o regime ficasse completamente à mercê de golpes de Estado. Para a grande maioria da população portuguesa antes de 1926, ter um governo eleito ou ter um governo de ditadura era exactamente a mesma coisa, nenhum dos dois lhes pedia a opinião. Assim que uma ditadura esfriou os ânimos e sossegou o país, ficou calmamente no poder, durante 48 anos até cair, quase por acidente, de pura velhice.
O gráfico seguinte (ainda incompleto) representa o número de eleitores e votantes em todas as eleições desde 1834 até 1925. Os dados foram retirados da página da Biblioteca Nacional "Materiais para a história eleitoral e parlamentar 1820-1926"
Neste sítio não se apresentam explicações para a ausência do número de votantes em várias eleições.

A risca preta representa o início do período republicano. Se descontarmos o ano de 1918, eleição directa de Sidónio Pais, que a historiografia republicana oficial não considera como eleição mas plebiscito, vemos que durante o período republicano, com excepção de 1911, o número de Portugueses com direito a voto esteve ao nível dos últimos anos da monarquia e similar aos anos 1870 quando a população era 50 % inferior.
Longe ficaram os tempos de 1891-1895 quando 90% da população Portuguesa masculina maior de 21 anos (Então o universo legal de votantes) tinha direito a voto.
Mas se verificarmos o número de votantes, as diferenças ainda são mais gritantes. Nunca em 16 anos de república o número de votantes foi superior ao número de votantes do tempo da Monarquia Constitucional.
Quanto às chapeladas republicanas, que a história oficial afirma nunca terem existido aqui deixo dois exemplos:

Carta de Afonso Costa (então primeiro-ministro) a aconselhar um presidente de câmara, a dois dias de ser nomeado governador-civil que "não se perdesse por causas meramente formais um só dos nossos votos".

A segunda missiva vem de Luís Filipe Rodrigues, notário de Monção, aconselhando o meu bisavô, Raimundo Meira, então candidato a Senador, a enviar 800 listas (boletins de votos) para entrarem nas urnas de modo a garantir a sua eleição.

Que coisas destas aconteceram na Monarquia, sim, ninguém duvida disso. Mas o que a história oficial afirma é que entre 1910 e 1926 as eleições foram livres, justas, o que está tão longe da realidade quanto a história da Carochinha.

Nota: Este apontamento faz parte de um trabalho mais alargado sobre eleições no regime republicano a publicar na Plataforma