A informação veiculada em quadros e gráficos estatísticos é imensa e multivariada. Geralmente, fazem-se análises particulares segundo o ângulo que ao observador interessa mais, que noutros momentos, pode ser muito diferente. Assim, creio que o disponibilizarem-se quadros e gráficos estatísticos aos estudiosos é muito importante e que, num blogue, permite que se faça debate das interpretações e análises que cada observador faz dos dados apresentados.
domingo, 15 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Hillary Clinton Supporters Turn to Obama Online
Saturday, Hillary Clinton conceded the Democratic nomination to Barack Obama. There has been much talk in recent weeks of a party deeply divided and threats by Clinton supporters that they would support McCain. Clinton eloquently urged voters to support Obama in her speech on Saturday and clickstream data indicates greater interest in Obama than McCain among HillaryClinton.com US visitors.
Last week, the #7 website visited after HillaryClinton.com was BarackObama.com. JohnMcCain.com came in at #17.
Last week's exit spurred visits to Hillary Clinton's website to soar to the highest level since the primaries began. Visits to HillaryClinton.com were up 170% week on week to rank #3 among Politics websites (after The Huffington Post and The Politico).
Political junkies stay tuned for more on the campaign in the coming weeks...
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Uma imagem a reter…
(clicar na imagem para a ver convenientemente)
… serve para duas coisas, por um lado para apresentar o novo blog (de velhos bloggers, o Renato Carmo e o Hugo Mendes) que acabou de nascer - o Pensamento do Meio-Dia - e, por outro, para, como aliás é referido no post de onde a tirei, mostrar «Uma "imagem" importante que passou pouco na recente discussão da persistência do fenómeno da pobreza em Portugal e do papel das políticas públicas na sua redução».
quinta-feira, 5 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Google Analytics dominates the top 500 websites
Google Analytics has only been available for about two years, but is already used by one third of the top 500 websites in the world.
We here at Pingdom use Google Analytics ourselves and were curious to see how many of the top web properties out there use it. We put the Alexa global top 500 websites under the microscope and found that 161 out of these 500 websites are using Google Analytics, which is 32.2%.

Google Analytics was released in November 2005, but the initial storm of signups forced Google to restrict signups until August of 2006, when the service was made generally available.
Before Google purchased Urchin (which Google Analytics is based on), it was just another statistics package on the market. Google has basically taken a commercial service, rebranded it and released it for free, giving it a significant competitive advantage. Why pay for other, similar services when you can use Google Analytics for free?
Much due to this competitive advantage, and probably also helped by its strong brand, Google has come to dominate the website statistics market in very little time. (We hope they never try to do the same with uptime monitoring…)
Even though website statistics is only a secondary market to Google, the free availability of Google Analytics must have had a profound effect on the bottom line for competing, commercial products from companies who cannot afford to offer their services for free.
About the survey: We only accessed the initial page, for example www.cnn.com, and checked if the HTML code contained a reference to either "google-analytics.com/urchin.js" or "google-analytics.com/ga.js".
domingo, 25 de maio de 2008
Coisas menores, ou talvez não…
Estava a passar os olhos pela versão "nética" do DN e na rubrica "Os dias contados", do Alberto Gonçalves, esbarrei com a seguinte conclusão: "Não há nenhum motivo para tratar as mulheres ao volante como débeis mentais e cobri-las de medidas paternalistas e humilhantes. Essas ficam reservadas para as mulheres na política, as quais, conforme as quotas e o próprio BE justamente admitem, são uns casos perdidos de subalternização e incapacidade."
O assunto é menor, sem dúvida, mas se calhar aplica-se na perfeição o velho provérbio "grão a grão enche a galinha o papo" e dar importância às coisas mais pequenitas não exclui medidas simultâneas com as mais grandes - até ver ainda se consegue olhar para o lado e actuar em "multifunção", digo eu.
Não sou uma defensora convicta das quotas femininas na política, tenho sérias dúvidas da sua eficácia sobretudo porque me parece que esta medida pode acabar por mascarar as reais causas da referida desigualdade de géneros. Em todo o caso percebo os argumentos daqueles que a defendem como "medida paliativa intercalar" e, nesse sentido, não a considero uma prova de subalternização e incapacidade feminina, muito menos me parecendo que a sua defesa faz prova definitiva da menoridade do mulherio ou que é a assumpção de que as mulheres são um caso perdido, qual debilidade ligada ao cromossoma X.
Por outro lado, não deixa de ser curioso que o exemplo escolhido para fazer o paralelismo - a sinistralidade no feminino - acabe por, indirectamente, dar razão aos argumentos dos defensores das quotas, ora leiam:
Às vezes sai-nos o tiro pela culatra e, às tantas, aumentar o número é mesmo importante.
Sinistralidade
nacional e uma constante preocupação de todos os Estados Membros da
União Europeia.
O número de acidentes de viação tem diminuído nos últimos anos em
Portugal, apesar de ainda se registarem muitas vítimas mortais e
feridos graves nas nossas estradas.
Veja-se a este propósito o ano de 2007 que, de acordo com dados
provisórios apresentados pelas entidades responsáveis, morreram em
Portugal Continental 858 pessoas em resultado de acidentes de viação,
havendo ainda a registar 3090 feridos graves e 42.631 feridos leves.
Na verdade, e não obstante o acréscimo de automóveis a circular nas
nossas estradas e o aumento do número de condutores em Portugal que, de
acordo com os últimos dados disponíveis, apresentou um crescimento
médio anual de 4,2 %, a redução de sinistralidade é, efectivamente, um
facto notório e indiscutível em Portugal.
Nesta conjuntura de redução de sinistralidade e do aumento de
condutores em Portugal é importante destacar o aumento do número de
condutores do sexo feminino.
Neste contexto, é inquestionável o papel cada vez mais preponderante
dos condutores do sexo feminino em ambiente rodoviário, e uma conclusão
facilmente se retira: enquanto o número de mulheres habilitadas a
conduzir é cada vez mais elevado, como facilmente se constata do último
relatório do Observatório de Segurança Rodoviária datado de Março de
2007, a sinistralidade rodoviária tem vindo a diminuir em Portugal.
Este dado é, sem dúvida, muito importante e merece um estudo e
reflexão aprofundado e que, desde logo, contraria a opinião, de muitos,
sobre as aptidões femininas para conduzir ou, quanto mais não seja, no
modo como encaram a tarefa e a responsabilidade de conduzir um veículo
a motor na via pública.
Veja-se, a este propósito, o seguinte quadro extraído do relatório
anual de estatística de 2006 da ANSR-Autoridade Nacional de Segurança
Rodoviária, onde se verifica que as mulheres representam cerca de 37%
dos condutores em Portugal, com um crescimento médio anual de 5,4 %,
tendo os condutores do sexo masculino registado um crescimento de 3,5 %.

Assim, se analisarmos e compararmos este crescimento com o fenómeno da
sinistralidade rodoviária, verificamos que foram os condutores do sexo
feminino quem menos intervieram em acidentes de viação.

Por exemplo no ano de 2006 intervieram em acidentes de viação 13.617
condutores do sexo feminino contra 42.209 do sexo masculino.
Mas não se pense que tal facto é essencialmente devido ao número mais elevado de condutores do sexo masculino.
Na verdade, observando o seguinte quadro, verificamos que a percentagem
mais elevada de condutores em Portugal situa-se entre os 25 e os 44
anos de idade sendo, curiosamente, neste período etário que a
percentagem de homens e mulheres habilitadas a conduzir é muito
próxima: os condutores do sexo masculino com uma percentagem de 55,9 %
e do sexo feminino com 44,1 %.
Não obstante tal proximidade
em termos percentuais, a verdade é que, em 2006, dos 57.433 condutores
intervenientes em acidentes de viação apenas 13.617 foram do sexo
feminino.

Esta diferença acaba por se reflectir nos números de vítimas mortais e
de feridos graves do sexo feminino e do sexo masculino. No caso das
vítimas mortais a disparidade ainda é maior, de totais de 39 mulheres
para 507 homens em 2006, como se pode ver no quadro seguinte.

Em síntese, os condutores masculinos envolvem-se em mais acidentes do
que as condutoras mulheres, mesmo tendo em conta o número de condutores
homens e mulheres. Esta diferença é ainda mais acentuada quando se
contabilizam as vítimas mortais entre os condutores, por género. O que
indicia uma menor propensão para comportamentos de elevado risco pelas
mulheres, como velocidades muito elevadas, manobras perigosas, etc.
Se esse comportamento é motivado apenas por diferenças culturais e
pelos papeis sociais tradicionalmente atribuídos ou se também faz parte
das características intrínsecas do homem e da mulher é uma discussão
que fica em aberto.



