A informação veiculada em quadros e gráficos estatísticos é imensa e multivariada. Geralmente, fazem-se análises particulares segundo o ângulo que ao observador interessa mais, que noutros momentos, pode ser muito diferente. Assim, creio que o disponibilizarem-se quadros e gráficos estatísticos aos estudiosos é muito importante e que, num blogue, permite que se faça debate das interpretações e análises que cada observador faz dos dados apresentados.

domingo, 11 de maio de 2008

São apresentadas em três linhas os falecidos na Guiné entre 1963-1974 que representam o grupo dos militares do recrutamento metropolitano, o grupo dos milícias e o grupo dos militares do recrutamento provincial da Guiné.

Constatamos que o somatório dos mortos dos grupos de militares oriundos da Guiné (milícias e recrutamento da Guiné) se aproxima do número de mortos do recrutamento metropolitano à medida que os anos vão passando. Este valor é grandemente ultrapassado em 1973, sinal claro que a guerra estava a africanizar-se e que o esforço de guerra pedido ao soldado metropolitano e das outras províncias ultramarinas em relação à Guiné iria ser cada vez menor.

Neste quadro não estão representadas as mortes da população civil (nem sei se há dados sobre isso) causados pela acção do inimigo - guerrilheiros do PAIGC.

Por outro lado, resta saber até que ponto, estão aqui registados todos os mortos oriundos da província da Guiné. Creio que a haver erros, serão mais do lado dos militares oriundos da Guiné e por defeito, do que, do lado dos militares do recrutamento metropolitano.

Estou profundamente interessado no estudo comparativo dos mortos na Guerra do Ultramar separando-os entre aqueles que são oriundos do recrutamento metropolitano dos do recrutamento provincial e isto para todas as províncias ultramarinas.
A guerra estava a africanizar-se em todas as frentes e ano a ano crescia a consciência de uma identidade nacional do todo o Portugal do Minho a Timor. E, com este andamento, acompanhado de um bom crescimento económico apenas se poderia prever a vitória da nossa posição que era a da autonomia progressiva das províncias ultramarinas. Poucos anos depois do golpe do 25 de Abril e da derrota militar e política das nossas forças, deu-se o colapso da União Soviética e deixou de haver razão para as guerras por procuração como foram apelidadas estas guerras pelo Prof. Adriano Moreira e por Alvin Troffler.
Infelizmente, por vezes, a História faz-se com mentiras, enganos, cobardias e traições!
Rui Moio



Fonte: Blogue "Luís Graça & Camaradas da Guiné" - post de 11Mai2008

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Pois é, Zèd [Taxa de mortalidade infantil em Portugal Continental- 2001/2006)]

via cinco dias de Ana Matos Pires em 02/05/08

Tu estás, o problema é que há quem não esteja. E já agora, que estamos a falar no assunto, a taxa de mortalidade infantil em Portugal Continental decresceu 31,3% entre 2001 e 2006.

Guiné 63/74 - P2818: FLING, mito ou realidade (II). A. Marques Lopes.

Enviado para você por Rui Moio através do Google Reader:

via Luís Graça & Camaradas da Guiné de Luís Graça em 08/05/08

Mensagem do A. Marques Lopes, de 8 de maio de 2008:


No passado dia 16 de Abril estive na Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, a falar aos alunos do 12.º ano sobre "Guerra Colonial e Descolonização". Durou uma hora a minha prelecção, seguida de questões postas pelos alunos, das quais gostei (e que contrariaram um pouco o estudo divulgado pelo nosso Presidente da República em 25 de Abril...).

Ao ler o P2818 (ref. abaixo em notas de vb) colocado ontem, pensei que algumas coisas que disse àqueles jovens poderiam ter alguma utilidade. Só algumas, porque disse mais.

O nosso poder "soberano", como quis dizer o Magalhães Ribeiro, foi, mais exactamente, um "poder colonial".


A designação de "Colónia" encontra-se já no século XVII e XVIII e o termo "Província" entrou na linguagem do século XIX por via legislativa. É a Constituição de 1822, após a revolução liberal de 1820, que fala em "Ultramar" e "Províncias Ultramarinas", mas define o território da Nação como o Continente, as Ilhas Adjacentes,
o Reino do Brasil e as Colónias na África, Ásia e Oceania.
Mas não nos esqueçamos que 1822 foi o ano da proclamação unilateral da independência do Brasil...

A Lei nº 1005, de 7 de Agosto de 1920, decretada pelo Presidente António José de Almeida, é dirigida expressamente às colónias portuguesas, que se regem "por leis orgânicas especiais e por diplomas coloniais..." e estabelece várias medidas para o governo das colónias.
O Acto Colonial (Art.º 3.º), de 8 de Julho de 1930, (quando Salazar era Ministro das Colónias, e lembrar que Marcelo Caetano também foi Ministro das Colónias na década de 40) refere expressamente que "Os domínios ultramarinos de Portugal denominam-se colónias e constituem o Império Colonial Português".
Em 1938 era emitido nas oito colónias portuguesas um conjunto de selos que tinham impressas as palavras Império Colonial Português. É claro que, em 1951, o regime alterou a Constituição para designar as colónias por Províncias Ultramarinas. No entanto, os tais selos do Império Colonial Português circularam até 1957.
Mesmo assim, neste período, foi publicado em 1954 (Dec.-Lei nº 39666, de 20 de Maio) o Estatuto do Indigenato. Nele se definiam as condições requeridas aos "indígenas" para se elevarem à categoria de assimilados:

  • ter 18 anos
  • falar português
  • ter uma profissão certa

  • não ser desertor nem refractário ao serviço militar
  • aceitar o catolicismo
  • ...
    É claro que cerca de 99% da população das colónias não tinha essas condições, pelo que não eram considerados cidadãos portugueses. Este Estatuto foi abolido em 1961, e os "indígenas" foram elevados todos à categoria de "assimilados". É que a política e o domínio colonial tinham já a reprovação mundial, nomeadamente na ONU.

    Andámos mesmo metidos na "guerra colonial", as tais "guerras que decorriam em África".
    ...E a descolonização tem muitos anos de história, muito antes dos "revoltosos e a politicalhada" do 25 de Abril.
    Já muito longe, lembrar que os EUA declararam a sua independência em 4 de Julho de 1776 e o Brasil lançou o grito do Ipiranga em 7 de Setembro de 1822. Com luta. Também várias colónias da América espanhola conquistaram a sua independência política no período de 1810 a 1828, por meio de várias revoltas.

    Mas vamos para mais perto:
    O Sr. Sylvester Williams, da Trinidad, divulgou, em 1900, na cidade de Londres, pela primeira vez as ideias pan-africanas. Estas ideias medraram após a guerra de 1914-18, que foi incentivadora de sentimentos de autonomia nos territórios sob administração europeia. O presidente Wilson, ainda antes do fim da guerra, pusera como base para as negociações de paz o reconhecimento dos interesses das populações, particularmente das colónias, o que veio a ter ressonâncias na Conferência de Versalhes. E os EUA surgiram como defensores da doutrina da autodeterminação dos povos.

    Vem a seguir a Sociedade das Nações a apoiar os ainda incipientes movimentos emancipalistas. Foi também no período do após-guerra que pan-africanistas, como o americano William Du Bois, o jamaicano Marcus Garvey e o haitiano Jean Price-Mars, que, havia anos, vinham lutando pela afirmação da raça negra e por demonstrar a importância da África, se sentiram encorajados a organizar os primeiros congressos pan-africanos em Paris, no ano de 1919, Londres em 1921 e 1923 e Nova Iorque em 1927.
    Mas, já em 1912 se tinha constituído em Lisboa a Junta de Defesa dos Direitos de África. Esta tinha por fins estatutários federar todas as agremiações da África Portuguesa, lutar pela educação das colónias para poderem vir a governar-se a si mesmas, promover a revogação de leis de excepção em vigor naquelas, valorizar os estudantes africanos e insurgir-se contra as ofensas ao direito e à justiça, sem olhar a diferenças de religião, raça ou nacionalidade, através de uma intervenção de carácter essencialmente pedagógico e cultural (dados da CECA).

    A segunda Grande Guerra provoca um abrandamento neste clima reivindicativo, mas em Março de 1945, Du Bois organiza, em Manchester, o V Congresso Pan-Africano, durante o qual sobressaíram os nomes de Kwame Nkrumah, do Gana, e George Padmore, de Trinidad. O congresso aprovou uma declaração da delegação oeste-africana, segundo a qual a única solução para o problema existente residia na completa e absoluta independência para os povos da África Ocidental.
    A partir daqui, multiplicam-se as iniciativas e manifestações que dão expressão aos movimentos pan-africanos que, por sua vez, começam a apoiar-se na noção de negritude, lançada já nos anos 1933-35 por Leopold Sengohr, do Senegal, e Aimé Césaire (recentemente falecido), da Martinica.

    O conceito tido então como uma recusa pelos negros da assimilação cultural que lhes quisesse ser imposta, é ligado ao de independência que, por seu turno, era tomado como a correspondente recusa a uma assimilação política, pretendendo-se que fosse um instrumento sério de libertação e de solidariedade no mundo de então.

    Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade e Amilcar Cabral fundam em Lisboa o Centro de Estudos Africanos, em 1948. Neste mesmo ano, são presos em Lourenço Marques centenas de africanos, que são deportados para S. Tomé e Príncipe. Em 1949, é criado o núcleo dos Estudantes Secundários Africanos, por Eduardo Mondlane e outros.
    Em 1951, como já disse, o governo português altera a Constituição, passando as Colónias a designar-se Províncias Ultramarinas, e, em 1953, é promulgada a Lei Orgânica do Ultramar. Mas é também neste ano que é fundado o Partido da Luta Unida dos Africanos de Angola. Começam a criar-se barricadas dum lado e doutro.

    Há, em 18 de Abril de 1955, a Conferência de Bandung, na Indonésia, com o objectivo de "Fomentar a boa vontade e compreensão entre as nações da Ásia e África, estudar e favorecer os seus interesses mútuos e comuns para estabelecer e promover a amizade e relações de boa vizinhança. Examinar os problemas que interessam especialmente aos povos da Ásia, por exemplo, os problemas que afectam a soberania nacional como o racismo e o colonialismo. Apreciar a posição da Ásia e da África e dos seus povos no mundo contemporâneo, bem como a contribuição que eles podem dar ao fortalecimento da paz e cooperação internacional".

    No seu comunicado final, afirma-se explicitamente a adesão plena e inteira dos participantes à Carta das Nações Unidas e à Declaração Universal dos Direitos do Homem, e menciona-se o dever de todos os povos libertados ajudarem os povos ainda dependentes a alcançar a sua soberania.

    Começa a escalada:


    1954 - Angola – Fundação da UPNA (União das Populações do Norte de Angola) sob presidência de Holden Roberto,a 10 de Julho. Guiné - Fundação do MINGC (Movimento pala Independência Nacional da Guiné e Cabo Verde).


    1955 - Angola – Fundação do PCA (Partido Comunista Angolano), em Outubro.

    1956 - Angola – De 7 a 17 de Março, ocorrem movimentos de greve dos trabalhadores contratados no Norte de Angola. A 10 de Dezembro é fundado o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), sob presidência de Agostinho Neto, por fusão do PLUA (Partido da Luta Unida dos Africanos de Angola) e do MIA (Movimento pela Independência de Angola). Guiné - Fundação em Bissau, a 19 de Setembro, do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e de Cabo Verde), sucedendo ao MINGC (Movimento pala Independência Nacional da Guiné e Cabo Verde) e sob a presidência de Amilcar Cabral.

    1957 - Portugal- Implantação da PIDE nas colónias portuguesas. Criação em Paris do MAC (Movimento Anti-Colonial) que agrupa os movimentos anti-coloniais portugueses, em Dezembro.

    1958 - Angola - Fusão do MINA (Movimento pela Independência de Angola) no MPLA. A UPNA passa a designar-se UPA (União dos Povos de Angola) em Dezembro. Guiné – Criação da UNTG (União Nacional dos Trabalhadores da Guiné), movimento sindical clandestino.

    1959 - Angola – A 29 de Março, prisões em massa em Luanda, que dão lugar ao "Processo dos 50", envolvendo africanos e europeus, entre os quais um casal de médicos, a Drª. Julieta Gandra e o Dr. Cochat Osório e, também o Engº Calazange. Estabelecimento da Força Aérea Portuguesa em Angola com uma demonstração no aeroporto de Luanda, incluindo ataque ao solo, destinada a atemorizar a população africana, no dia 26 de Abril. Em Julho, acontece nova vaga de prisões em Luanda. Guiné – No dia 3 de Agosto há uma greve no porto de Pidgiguiti, em Bissau, reprimida com o morticínio dos estivadores e realiza-se o dia internacional de solidariedade com os povos da Guiné e de Cabo Verde. Fundação, em Dakar, da FLGC (Frente de Libertação da Guiné e de Cabo Verde). Moçambique – Fundação do MANU (União Nacional Africana de Moçambique).

    1960 - Em Janeiro, o MAC transfere-se para Argel e passa a denominar-se FRAIN (Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional). No dia 14 de Dezembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclama a Declaração à Independência dos territórios portugueses e povos sujeitos ao domínio colonial. Angola – Em Agosto é preso Agostinho Neto. A 13 de Junho o MPLA faz uma declaração ao governo português, propondo a solução pacífica do problema colonial. No dia 25 do mesmo mês é preso em Luanda o Padre Joaquim Pinto de Andrade. A 31 de Outubro dá-se a fusão da UPA e do PDA na FCPPA (Frente Comum Popular das Populações de Angola). No dia 29 de Dezembro são fuzilados 20 angolanos presos em Luanda. Guiné – Início da doutrinação do PAIGC entre a população. Declarações do PAIGC ao governo português, reclamando a autodeterminação, por meios pacíficos, dos povos da Guiné e de Cabo Verde. Moçambique – Massacre de Mueda, que provoca 500 mortos (1).

    1961 - Assembleia Constituinte da CONCP (Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas), em Casablanca, a 18 de Abril. No dia 13 de Novembro, por 90 votos contra 3, a Comissão de Tutela da ONU condena a política colonial Portuguesa. Ocupação de Goa, Damão e Diu pela União Indiana, a 18 de Dezembro. Portugal – A 14 de Abril, Salazar, ameaçado por um golpe de estado, remodela o governo e acelera a repressão em Angola. As grandes empresas portuguesas com interesse nas colónias associam-se numa campanha de propaganda colonialista no EUA. Em Setembro são abolidas as diferenças legais entre indígenas e assimilados (Dec.-Lei nº 43893, de 6 de Setembro). Na noite da passagem de ano, a 31 de Dezembro, um grupo, ligado ao general Humberto Delgado, de militares comandados pelo capitão Varela Gomes e de civis chefiados por Manuel Serra, ataca o quartel do Regimento de Infantaria nº 3, em Beja. Angola – Massacre de agricultores do algodão na Baixa do Cassanje, a 6 de Janeiro. Início da revolta armada a 4 de Fevereiro, com o ataque às prisões de Luanda por destacamentos do MPLA, seguido pelo massacre de milhares de africanos. A 15 de Março, eclosão da revolta no Norte (Uíge e Zaire) por elementos da UPA, que chacinam centenas de europeus. Começa a guerra em Angola. Guiné – Prisão de 20 elementos do PAIGC em Bissau. Carta aberta de Amilcar Cabral ao governo português, reclamando a independência da Guiné e de Cabo Verde, ao mesmo tempo que a cooperação dos respectivos povos com o governo português. Moçambique – Fundação no Malawi da UNAMI (União Africana de Moçambique Independente). A 25 de Junho do ano seguinte, UDENAMU, MANU e UNAMI, agrupam-se com o nome de FRELIMO, elegendo presidente Eduardo Mondlane.

    1963 - Na Guiné, o PAIGC ataca o quartel de Tite em 23 de Janeiro, e em 1 de Março captura os navios Mirandela e Arouca na região de Cacine. Começo da guerra na Guiné.

    1964 - 24/Set - Primeira acção da FRELIMO no Niassa, com ataque ao posto administrativo do Cobué. Começo da guerra em Moçambique.
    Aos ventos da história e a esta escalada, à realidade, como responde o Dr. Salazar? Aceita as ofertas para solucionar pacificamente o problema colonial? Respeita as resoluções das Nações Unidas? Nada disso. Consumada a "Abrilada", como ficou conhecida uma tentativa palaciana de um grupo de oficiais encabeçados pelo general Botelho Moniz, para travar o rumo dos acontecimentos, Salazar assume a pasta da Defesa Nacional. Proclama que estamos "orgulhosamente sós" e escolhe a guerra.

    A falta de flexibilidade do governo português terá sido também provocada, paradoxalmente, pelo atraso económico e pela vulnerabilidade do país – por um lado, porque o império era ainda essencial para sectores importantes da produção nacional, que necessitavam dos mercados coloniais protegidos, por outro lado, porque se tinha geralmente a convicção de que não seria possível substituir o controle político directo no ultramar por outras formas de influência, como a Grã-Bretanha fez com a Commonwealth e a França procuravam fazer.

    I. Pessoal

    Ia. Efectivos nos três T. Op.




    Numa base percentual, Portugal tinha mais homens em armas do que qualquer outro país ocidental, excepto Israel. A mobilização em Portugal teria sido equivalente aos Estados Unidos colocarem 2,5 milhões de homens no Vietname, em vez dos 500 mil que lá estiveram.
    Ao longo da guerra, a política de "africanização" de efectivos em campanha levou ao aumento progressivo de recrutamento local.

    Nem podia ser de outra forma, atendendo ao desgaste que o esforço de mobilização provocava à retaguarda. Ele eram os refractários e desertores. Ele era o número de jovens que preferiam atravessar a fronteira a salto, e partir para a aventura da emigração clandestina na Europa, do que ir defender a Pátria nas matas africanas. Para já não falar do curso de engenharia da Academia Militar que aproveitou a viagem de finalistas para pedir asilo político na Suécia.

    E ela era também uma opinião pública que não parava de questionar a guerra, incluindo sectores insuspeitos da sociedade portuguesa, tidos como aliados, ou pelo menos tradicionalmente coniventes com o regime. Do pároco de Macieira de Lixa, ao Padre Felicidade Alves, aumentavam no clero, as vozes que se interrogavam publicamente sobre a tão propalada defesa da civilização cristã ocidental. Foi também o caso da vigília na Capela do Rato, em Lisboa, onde compareceram leigos, católicos destacados, incluindo professores universitários, e outras figuras públicas e respeitadas.

    Portanto, a chamada política de africanização da guerra, não foi mais do que a resposta desenrascada, diga-se, a uma necessidade premente que era esta: nem o país suportava o esforço de mobilização, nem a pressão da opinião pública o consentia. À boa maneira portuguesa, improvisou-se. Toca a africanizar, visto que a guerra é em África.

    Mas havia, e houve, o reverso da medalha: com essa solução acabou por se pôr a combater, na mesma colónia, africanos contra africanos. E se isso contribuiu para minar os movimentos de libertação, de acordo com a velha máxima de dividir para reinar, acabou por ter um efeito perverso: o sangue derramado entre irmãos tem um preço muito alto. E nós, lembramo-nos particularmente do massacre dos comandos e outros guineenses que combateram do nosso lado. E será que já deixou de ser pago?...

    Ib. Recrutamento local dos efectivos (%)



    II. Total das despesas ordinárias com a Defesa Nacional (milhares de contos)



    A guerra colonial foi uma aventura que envolveu a generalidade dos portugueses e custou ao país cabedais avultados (40% do orçamento nacional foi aplicado na guerra).
    Além disso, os custos em vidas humanas de militares do exército português cifram-se em 8.290, segundo dados oficiais publicados pela CECA. A estes há que somar os militares da Armada e da Força Aérea que também perderam a vida. O número total dos três ramos orça os dez mil. Será difícil contabilizar ainda as chamadas tropas irregulares do recrutamento local, forças policiais e, principalmente, população civil. Quanto ao número de feridos, ultrapassou os quarenta mil. seguinte quadro comparativo:

    III. Rácio de mortes/ferimentos (comparação com outros conflitos séc. XX)



    Sobre o número de mortos e feridos guineenses, angolanos e moçambicanos – incluindo guerrilheiros e população civil – não dispõe o Exército Português de dados estatísticos. Mas terão sido, certamente, várias centenas de milhares.

    A descolonização portuguesa tem sido quase exclusivamente falada numa perspectiva de tempo curto, privilegiando o período que vai da revolução de 25 de Abril de 1974 até à data da proclamação da independência da Guiné, no fim desse ano, e de Angola, a 11 de Novembro do ano seguinte.

    Mas é bem claro que ela faz parte de um movimento mais vasto, de ordem global, iniciado sobretudo logo após a 2.ª Guerra Mundial mas, nalguns casos, com raízes mais longínquas. O nosso camarada Coronel Gertrudes da Silva apontou-nos alguns exemplos, e só em África (alguns já depois do início da nossa guerra):



    Como ele diz, "Em Portugal, orgulhosamente sós, resistimos aos ventos de mudança, representando teimosamente a nossa comédia, pela Guerra Colonial transformada em tragédia".
    Não foi certamente pela cegueira política de um ditador, ou pelas ridículas teorias racistas que o exército português se transfigurou, esforçou e sacrificou durante a longa guerra colonial. Profissionais ou não, voluntários ou obrigados, os militares cumpriram a parte que lhes cabia, que era a de dar tempo e margem de manobra aos políticos para que resolvessem a questão colonial.

    Não houve intenção política de resolução... e veio o 25 de Abril.

    E, caro Magalhães Ribeiro, quem andou treze anos aos tiros a lutar pela sua independência não queria, com certeza, que no final lhe dessem biscoitos e rebuçados. E nós por cá também não queríamos a alternativa que havia, que era a continuação da guerra, que sabemos que sucederia inevitavelmente na Guiné e também, certamente, em Angola e, mais que certo, em Moçambique.

    E uma última questão:

    Não me parece possível que a FLING alguma vez pudesse fazer qualquer boicote em Bissau, dado que desde 1965 tinha desaparecido da cena política. Além de que estava completamente desacreditada entre os países africanos, nomeadamente por os seus dirigentes terem desviado milhões de francos que a OUA e a Libéria deram à organização... para uma luta que mal se viu (aliás, uma das preocupações do seu secretário-geral está expressa numa carta que dirigiu ao Ministro do Ultramar em 4 de Abril de 1964:

    "... Tomo a liberdade de enviar a V.Exª fotocópias dos meus documentos visto que, se for a Portugal contactar V.Exª gostaria de fazer algumas cadeiras do 7.º ano que não cheguei a concluir".

    Recomendo-te que leias o livro que o nosso amigo Leopoldo Amado tem em vias de publicação (está para breve). Ele é que pode falar bem sobre esta questão

    Abraços

    A.Margues Lopes
    __________

    Notas:

    1) este nº não está de acordo com os registados pelo administrador de posto em recentes declarações à RTP para o programa "Guerra".

    Adaptação do texto e notas da responsabilidade de vb. Artigo relacionado em

    7 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2818: FLING, mito ou realidade ? (Magalhães Ribeiro, Fur Mil Op Esp, CCS/BCAÇ 4612/74, Mansoa)

    Coisas que você pode fazer a partir daqui:

    quinta-feira, 8 de maio de 2008

    Guiné 63/74 - P2819: Lista dos militares portugueses metropolitanos mortos e...

    Enviado para você por Rui Moio através do Google Reader:

    via Luís Graça & Camaradas da Guiné de Luís Graça em 07/05/08
    Guiné-Bissau > Região de Bafatá > 1 de Março de 2008 > O Rio Corubal, visto da margem direita, junto ao Saltinho... Neste rio (o único verdadeiro rio da Guiné, segundo dizia o Amílcar Cabral), morreram afogados 46 militares portugueses das CCAÇ 1790, CCAÇ 2405 e outras unidades, além de um civil guineense, no dia 6 de Fevereiro de 1969, na travessia junto ao Cheche, na sequência da evacuação de Madina do Boé. Nenhum dos corpos foi recuperado (1).

    Quadro 7 - Guiné 1963/74: Militares portugueses metropolitanos, mortos por ferimentos em combate, doença, acidente ou outros motivos, e cujos corpos ficaram em cemitérios locais. Parte IV (Final): 1963/73, por trimestre. Mas nesta lista não se incluem os guineenses, ao serviço do Exército Português.

    O total (n=254) está longe de corresponder ou até aprooximar-se dos números de que habitualmente se fala: três vezes mais, por exemplo. Nesta lista não constam elementos de outros ramos das Forças Armadas, para além do exército. Não constam, por exemplo, os três camaradas nossos, pára-quedistas, da CCP 121/BCP 12 (1972/74) que morreram na sequência da emboscada do PAIGC em 23 de Maio de 1973, na tristemente famosa bolanha do Cufeu. Eram eles, o Manuel da Silva Peixoto, de 22 anos, natural de Vila do Conde; o José de Jesus Lourenço, de 19 anos, natural de Cantanhede; e o António das Neves Vitoriano, de 21 anos, natural de Castro Verde.Os três ficaram sepultados em Guidaje.


    Quadro 8 – Guiné 1963/74: Distribuição, por cemitério, dos corpos dos militares portugueses metropolitanos, mortos por ferimentos em combate, doença, acidente ou outros motivos, e cujos corpos foram enterrados em cemitérios locais. Parte IV (Final): 1963/1973 (n=254).

    O cemitério de Bissau (n=106) representava 41,7% do total (n=254), seguido à distância pelo cemitérios de Nova Lamego (n=17), Bafatá (n=15), Bolama (n=11), Guidaje (n=6), Farim (n=4), Bambadinca (n=3), Fulacunda (n=2) e Catió (n=2). Cerca de 31,5% dos corpos (n=80) não tinham sido recuperados.

    Outros locais de enterramento (n=8), com um sepultura cada: Aldeia Formosa, Bedanda, Binta, Buba, Cacine, Ilha das Galinhas, Conacri e ainda um local desconhecido.



    Imagens e legendas: © Luís Graça & Camaradas da Guiné (2008). Direitos reservados.


    Aqueles que nem no caixão regressaram - Parte IV (Final)

    (Organização por ordem cronológica da data de morte: A. Marques Lopes, Cor DFA, Ref) (*)(Continuação) (2)


    NOME e POSTO / UNIDADE / DATA da MORTE / LOCAL da MORTE / CAUSA da MORTE NATURALIDADE / LOCAL DA SEPULTURA


    1968



    Manuel Nunes dos Reis Cardoso, Furriel/ Pel Mort 1208 / 03.02.68 / Rio Feniqué / Afogamento / Oliveira do Bairro / Corpo não recuperado.

    Eduardo Guilherme Teixeira Monteiro, Alferes / CArt 1612 / 15.05.68 / Itinerário Aldeia Formosa-Guilege / Ferimentos em combate / Caala, Angola / Corpo não recuperado.

    Abel Gomes Simões, Furriel / CCaç 2317 / 04.08.68 / Change Iaia/ Ferimentos em combate/ Seixo, Montenor-o-Velho / Cemitério de Bissau, Guiné.

    Eduardo da Costa Pacheco, Soldado / CCaç 2317 / 04.08.68 / Change Iaia / Ferimentos em combate / Frazão, Paços de Ferreira / Cemitério de Bissau, Guiné.

    Luís dos Santos Marques, Soldado / CArt 1690 / 20.12.68 / Conakry (Guiné-Conakry / Doença / Serra Verde, Aguiar da Beira / Cemitério de Conakry.


    1969



    Albertini Silva Mendes, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / São Lourenço de Sande, Guimarães / Corpo não recuperado (5)

    Alfredo António Rocha Guedes, 1.º Cabo / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Vila Justa, Mesão Frio / Corpo não recuperado.

    Américo Alberto Dias Saraiva, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / S. Sebastião da Pedreira, Lisboa / Corpo não recuperado.

    Aníbal Jorge da Costa, Soldado CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Rossas, Vieira do Minho Corpo não recuperado.

    António Domingues do Nascimento, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Santa Maria, Trancoso / Corpo não recuperado.

    António Jesus Silva, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Arazedo, Montemor-o-Velho / Corpo não recuperado.

    António Marques Faria, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Tellhado, Vila Nova de Famalicão / Corpo não recuperado.

    António dos Santos Lobo, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Favaios do Douro, Alijó / Corpo não recuperado.

    António dos Santos Marques, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Corpo não recuperado.

    António Martins de Oliveira, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Rio Tinto, Gondomar / Corpo não recuperado.

    Augusto Caril Correia, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Santa Cruz, Coimbra / Corpo não recuperado.

    Augusto Maria Gamito, 1º Cabo / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / São Francisco da Serra, Santiago do Cacém / Corpo não recuperado.

    Avelino Madail de Almeida, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Glória, Aveiro / Corpo não recuperado.

    Carlos Augusto da Rocha, Furriel / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Angústias, Horta, Açores / Corpo não recuperado.

    José da Silva Góis, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Meãs do Campo, Montemor-o-Novo / Corpo não recuperado.

    José da Silva Marques, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Marmeleira, Mortágua / Corpo não recuperado.

    José de Almeida Mateus, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Santa Comba Dão / Corpo não recuperado.

    Celestino Gonçalves de Sousa, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Poiares, Ponte de Lima / Corpo não recuperado.

    David Pacheco de Sousa, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69/ Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Lastosa, Lousada / Corpo não recuperado.

    Francisco da Cruz, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Leboção, Valpaços /Corpo não recuperado.

    Francisco de Jesus Gonçalves Ferreira, 1.º Cabo / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Tortosendo, Covilhã / Corpo não recuperado.

    Gregótio dos Santos Corvelo Rebelo, Furriel / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Angra do Heroísmo, Terveira, Açores / Corpo não recuperado.

    Joaquim Nunes de Alcobia, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal/ Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Igreja Nova, Ferreira do Zêzere/ Corpo não recuperado.

    Joaquim Rita Coutinho, 1º Cabo / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Samora Correia, Benavente / Corpo não recuperado.

    Joel dos Santos Silva, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Guisande, Vila da Feira / Corpo não recuperado.

    José Antunes Claudino, 1.º Cabo / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Alcanhões, Santarém / Corpo não recuperado.

    José Bento Pacheco Aveiro, Soldado / CCaç 2444 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Nordeste, São Miguel, Açores / Corpo não recuperado.

    José da Silva Coelho, Soldado / CCaç 1790 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Recarei, Paredes / Corpo não recuperado.

    José Fernando Alves Gomes, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Carvalhosa, Paços de Ferreira / Corpo não recuperado.

    José Ferreira Martins, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Pousada de Saramagos, Vila Nova de Famalicão / Corpo não recuperado.

    José Loureiro, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / São João do Fontouro, Resende / Corpo não recuperado.

    José Maria Leal de Barros, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Vilela, Paredes / Corpo não recuperado.

    José Pereira Simão, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Salzedas, Tarouca / Corpo não recuperado.

    José Simões Correia de Araújo, 1.º Cabo / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Telhado, Vila Nova de Famalicão / Corpo não recuperado.

    Laurentino dos Santos Pessoa, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Sonim, Valpaços / Corpo não recuperado.

    Luís Francisco da Conceição Jóia, 1.º Cabo / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Alvor, Portimão / Corpo não recuperado /

    Manuel Amaral Carreiro, Furriel / CCaç 2444 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / São José, Ponta delgada, Açores / Corpo não recuperado.

    Manuel António da Cunha Fernandes, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Arão, Valença do Minho / Corpo não recuperado.

    Manuel Brás Catanho Ribeiro, 1.º Cabo / CCaç 2446 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Ribeira Seca, Machico, Madeira / Corpo não recuperado.

    Manuel da Conceição Silva Ferreira, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Santarém / Corpo não recuperado.

    Manuel dos Santos Costa Almeida, Soldado / CCaç 2444 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Arrifes, Ponta Delgada, Açores /Corpo não recuperado.

    Manuel da Silva Pereira, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Penude, Lamego / Corpo não recuperado.

    Octávio Augusto Barreira, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Soçães, Mirandela / Corpo não recuperado.

    Ricardo Pereira da Silva, Soldado / CCaç 1790 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Serzedelo, Vila Nova de Gaia / Corpo não recuperado.

    Valentim Pinto Faria, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Valedigem, Lamego / Corpo não recuperado.

    Vitor Manuel de Oliveira Neto, Soldado / CCaç 2405 / 06.02.69 / Rio Corubal / Afogamento na evacuação de Madina do Boé / Buarcos, Figueira da Foz / Corpo não recuperado,

    José António Martins Nogueira, 1.º Cabo / Comp de Transmissões / 23.07.69 / Rio Cacine / Afogamento / Vandoma, Paredes / Corpo não recuperado.

    Manuel José Machado da Silva, Soldado / CArt 1612 / 23.07.69 / Conakry / Doença / Parada de Monteiros, Vila Pouca de Aguiar / Desconhecido.

    António Manuel Soares de Resendes, Soldado / CCaç 2527 / 27.07.69 / Sambuiá / Ferimentos em combate/ São Pedro, Vila do Porto / Corpo não recuperado.

    Carlos da Mata Lima, 1.º Cabo / CCaç 2366 / 21.09.69 / HM241, Bissau / Doença 0/ Ilha de Santo Antão, Cabo Verde / Cemitério de Bissau, Guiné.

    José Bernardo Andrade da Silva, Soldado / CCaç 2529 / 07.11.69 / Rio Cacheu / Afogamento / Campanário,Ribeira Brava, Madeira / Corpo não recuperado.


    1970, 1972, 1973




    Manuel Santos Andrade, 1.º Cabo / CCaç 2701 / 09.08.70 / Saltinho / Afogamento Paialvo, Tomar / Corpo não recuperado.

    Vitor Manuel Teixeira Queiroz, Soldado / CArt 3417 / 13.01.72 / Rio Cacheu / Afogamento / Feitoria Madalena, Amarante / Corpo não recuperado.

    Jaime Frederico Mariz, Major / COP3 / 06.04.73 / Bigene, avião abatido / Ferimentos em combate / Amadora, Oeiras / Corpo não recuperado.

    António Júlio Carvalho Redondo, Soldado / 3.ª CCaç / 09.05.73 / Itinerário Guidage-Binta / Ferimentos em combate / Vreia de Jales, Vila Pouca de Aguiar / Corpo não recuperado.

    Manuel Maria Rodrigues Geraldes, Soldado / 2.ª Comp. do BCaç 4512/72 / 10.05.73 / Guidage / Ferimentos em combate / Vale de Algoso, Vimioso / Quartel de Guidage, Guiné.

    Gabriel Ferreira Telo, 1.º Cabo / CCaç 3518 / 25.05.73 / Guidage / Ferimentos em combate / Paúl do Mar, Calheita, Madeira / Cemitério de Guidage, Guiné.

    José Nunes Ferreira, Soldado / CCaç 3518 / 25.05.73 / Guidage / Ferimentos em combate / Câmara de Lobos, Madeira / Cemitério de Guidage, Guiné.

    Jorge de Andrade Gonçalves, Soldado / CCaç 3518 / 25.05.73 / Guidage / Ferimentos em combate / Campanário, Ribeira Brava, Madeira / Cemitério de Guidage, Guiné.

    José Carlos Moreira Machado, Furriel / CCaç 3518 / 25.05.73 / Guidage / Ferimentos em combate / Ervões, Valpaços / Cemitério de Guidage, Guiné.

    António Luís Fernandes, Soldado / Pel Intendência / 26.05.73 / Ilha das Galinhas / Afogamento / Orvalho, Oleiros / Cemitério da Ilha das Galinhas, Guiné.

    António Santos Gerónimo Fernandes, Furriel / CCaç 19 / 26.05.73 / Guidage / Ferimentos em combate / Carção, Vimioso / Cemitério de Guidage, Guiné.
    Fonte: Tomo II, Guiné - Livro 2, do 8º Volume, Mortos em Campanha, da autoria de CECA - Comissão para o Estudo das Campanhas de África. Editado em 2001 pelo Estado Maior do Exército. Desta lista não constam os naturais da Guiné, ao serviço do exército português, nem eventualmente militares dos outros ranmos das FAP: Marinha e Força Aérea.


    __________

    Notas de L.G.:

    (1) Sobre o desastre do Cheche, no Rio Corubal, no âmbito da Operação Mabecos Bravios, e sobre Madina do Boé, vd. os postes publicados no nosso blogue (1ª e 2ª série):

    17 de Julho de 2005 > Guiné 69/71 - CIX: Antologia (7): Os bravos de Madina do Boé (CCAÇ 1790)

    2 de Agosto de 2005 > Guiné 63/74 - CXXXIII: O desastre de Cheche, na retirada de Madina do Boé (5 de Fevereiro de 1969)

    8 de Janeiro de 2006 > Guiné 63/74 - CDXXX: A retirada de Madina do Boé (José Martins)

    3 de Fevereiro de 2006 > Guiné 63/74 - CDXCV: Madina do Boé: 37º aniversário do desastre de Cheche (José Martins)

    12 de Fevereiro de 2006 > Guiné 63/74 - DXXVI: O desastre do Cheche: a verdade a que os mortos e os vivos têm direito (Rui Felício, CCAÇ 2405)

    7 de Junho de 2006 > Guiné 63/74 - P853: O meu testemunho (Paulo Raposo, CCAÇ 2405, 1968/70) (10): A retirada de Madina do Boé

    18 de Novembro de 2006 > Guiné 63/74 - P1292: Madina do Boé: contributos para a sua história (José Martins) (Parte I)

    15 de Dezembro de 2006 > Guiné 63/74 - P1370: Madina do Boé: contributos para a sua história (José Martins) (Parte II)

    21 de Dezembro de 2006 > Guiné 63/74 - P1388: Madina do Boé: contributos para a sua história (José Martins) (III parte)


    (2) Vd. postes anteriores desta série:

    28 de Abril de 2008 > Guiné 63/74 - P2799: Lista dos militares portugueses metropolitanos mortos e enterrados em cemitérios locais (1): De 1963 a 1964 (A. Marques Lopes)

    30 de Abril de 2008 > Guiné 63/74 - P2802: Lista dos militares portugueses metropolitanos mortos e enterrados em cemitérios locais (2): 1965 (A. Marques Lopes)

    5 de Maio de 2008 > Guiné 63/74 - P2811: Lista dos militares portugueses metropolitanos mortos e enterrados em cemitérios locais (3): De 1966 a 1967 (A. Marques Lopes)

    Coisas que você pode fazer a partir daqui:

    terça-feira, 6 de maio de 2008

    Guiné 63/74 - P2811: Lista dos militares portugueses metropolitanos mortos e...

    via Luís Graça & Camaradas da Guiné de Luís Graça em 05/05/08
    Quadro 5 - Guiné 1963/74: Militares portugueses metropolitanos, mortos por ferimentos em combate, doença, acidente ou outros motivos, e cujos corpos ficaram em cemitérios locais. Parte III: 1963/65 e 1966/67, por trimestre. No final de 1967, somavam 187. Mas nesta lista não se incluem os guineenses, ao serviço do Exército Português.


    Quadro 6 – Guiné 1963/74: Distribuição, por cemitério, dos corpos dos militares portugueses metropolitanos, mortos por ferimentos em combate, doença, acidente ou outros motivos, e cujos corpos foram enterrados em cemitérios locais. Parte III: 1963/1967 (n=187).

    O cemitério de Bissau (n=103) representava 55% do total (n=187), seguido à distância pelo cemitérios de Nova Lamego (n=17), Bafatá (n=15), Bolama (n=11), Farim (n=4), Bambadinca (n=3), Fulacunda (n=2) e Catió (n=2).

    Cerca de 13,4% dos corpos (n=25) não tinham sido recuperados. Outros locais de enterramento (n=5), com um sepultura cada: Aldeia Formosa, Bedanda, Binta, Buba e Cacine.


    Imagens e legendas: ©
    Luís Graça & Camaradas da Guiné (2008). Direitos reservados.



    Guiné-Bissau > Bissau > Cemitério Militar de Bissau > Março de 2008 > O Cor Art na situação de reforma Nuno Rubim, participante do Simpósio Internacional de Guiledje (1 a 7 de Março de 2008), junto à campa nº 383, do António Gonçalves Santos, Soldado, da CCaç 1424, morto em 04.03.66, segundo o livro da CECA, em "Guilege, junto da fronteira", em resultado de "ferimentos em combate". Era natural de Erada, Covilhã. Segundo o nosso querido amigo Nuno Rubim, que comandou a CCAÇ 1424, o Santos morreu "muito perto do cruzamento do corredor de Guileje".

    Foto : ©
    Nuno Rubim (2008) . Direitos reservados.


    Aqueles que nem no caixão regressaram - Parte III

    (Organização por ordem cronológica da data de morte: A. Marques Lopes, Cor DFA, Ref) (*)(Continuação) (1)

    NOME e POSTO / UNIDADE / DATA da MORTE / LOCAL da MORTE / CAUSA da MORTE NATURALIDADE / LOCAL DA SEPULTURA


    1966


    Nome: António da Purificação Marques,
    Posto: 1.º Cabo
    Unidade: CCaç 1423
    Data da morte: 03.01.66
    Local da morte: Darsalame
    Causa da morte: Ferimentos em combate
    Naturalidade: Povolide, Viseu
    Local de sepultura: Cemitério de Bissau, Campa 33, Guiné.


    Avelino do Patrocínio Lage, Soldado / CCaç 1427 / 03.01.66 / Cafal / Ferimentos em combate / Paranhos, Porto / Corpo não recuperado.

    Abel Pereira da Silva, Soldado / CCaç 1419 / 05.01.66 / Itin. Ponte do rio Blassar-Matar / Ferimentos em combate / Cristelo, Barcelos / Cemitério de Bissau, Campa 35, Guiné.

    António Novais Esteves, 1.º Cabo / CCaç 1419 / 05.01.66 / Itin. Ponte do rio Blassar-Matar / Ferimentos em combate / Vale de Anta, Chaves / Cemitério de Bissau, Campa 35, Guiné .

    Aires Jesus Moreira, Soldado / CCS BCav 757 / 11.01.66 / Sare Dicó, na estrada Fajonquito-Canjambari / Ferimentos em combate / Calendário, Vila Nova de Famalicão / Cemitério de Bafatá, Campa 24, Guiné.

    Artur Mário Ferreira Duque, Soldado / CCS BCav 757 / 11.01.66 / Sare Dicó, na estrada Fajonquito-Canjambari / Ferimentos em combate / Carnaxide, Oeiras / Cemitério de Bafatá, Campa 29, Guiné.

    José Mota Brás, Soldado / CCS BCav 757 / 11.01.66 / Sare Dicó, na estrada Fajonquito-Canjambari / Ferimentos em combate / Casével, Santarém / Cemitério de Bafatá, Campa 31, Guiné.

    José Salvado Dias Raposo, Soldado / CCS BCav 757 / 11.01.66 / Sare Dicó, na estrada Fajonquito-Canjambari / Ferimentos em combate / Fundão (**) / Cemitério de Bafatá, Campa 23, Guiné.

    Américo Mateus Jorge, Soldado / CCav 1482 / 16.01.66 / Estrada Amedalai-Taibata / Ferimentos em combate / Sobral da Lagoa, Óbidos / Cemitério de Bambadinca, Campa 8, Guiné.

    António Ramos Leal, Soldado / Pel Rec 963 / 18.01.66 / Guilege, junto à fronteira / Ferimentos em combate / Capinha, Fundão / Cemitério de Bissau, Campa 89, Guiné.

    Augusto Figueira Caria, 1.º Cabo / Pel Rec 963 / 18.01.66 / Guilege, junto à fronteira / Ferimentos em combate / Penamacor / Cemitério de Bissau, Campa 90, Guiné.

    José Luís Duarte, Soldado / Pel Rec 963 / 18.01.66 / Guilege, junto à fronteira / Ferimentos em combate / Ferreira do Zêzere / Cemitério de Bissau, Campa 88, Guiné.

    José Rodrigues Vicente, Soldado / CCS BCav 757 / 01.02.66 / Bafatá / Acidente de viação / São Bartolomeu de Messines, Silves / Cemitério de Bafatá, Guiné.

    Manuel Fonseca Afonso, 2.º Sargento Pel Rec 1077 / 07.02.66 / Cacine / Acidente de viação / Castelo Branco / Cemitério de Bissau, Campa 222, Guiné.

    Alberto Simões Crespo, 1.º Cabo / CCav 1483 / 13.02.66 / Cassum / Ferimentos em combate / Benavente / Corpo não recuperado.

    Júlio Manuel de Jesus Joaquim, Soldado / CCav 1485 / 13.02.66 / Cassum / Ferimentos em combate / Alcanede, Santarém/ Cemitério de Bissau, Campa 148, Guiné.

    Juvenal Gonçalves, Soldado / CCaç 1439 / 28.02.66 / Bambadinca / Afogamento / São Vicente, Madeira / Cemitério de Bambadinca, Fila 1, Campa, 9, Guiné.

    António Gonçalves Santos, Soldado / CCaç 1424 / 04.03.66 / Guilege, junto da fronteira / Ferimentos em combate / Erada, Covilhã / Cemitério de Bissau, Campa 383, Guiné.

    António Alves Maria da Silva, Soldado / CCaç 674 / 06.03.66 / Jabadá / Ferimentos em combate / Erada, Covilhã / Cemitério de Bissau, Campa 247, Guiné.

    Manuel Silveira Reis, 1.º Cabo / CCaç 1438 / 10.03.66 / Salancaur / Ferimentos em combate / Feteira, Horta, Açores / Cemitério de Bissau, Campa 277, Guiné.

    Manuel Vieira Ferreira, Soldado / CCaç 1438 / 11.03.66 / Salancaur / Ferimentos em combate / Praia da Vitória, Açores Cemitério de Bissau, Campa 276, Guiné.

    Alberto Tibúrcio da Silva, Soldado / CCaç 797 / 18.03.66 / Tite / Ferimentos em combate /Edrosa, Vinhais / Cemitério de Bissau, Guiné.

    Adolfo do Nascimento Piçarra, Soldado / CCaç 1427 / 20.03.66 / Catesse / Ferimentos em combate / Ferradosa, Alfândega da Fé / Cemitério de Catió, Guiné.

    Albino Teixeira Martins, Soldado / CCaç 1427 / 20.03.66 / Catesse / Ferimentos em combate / Cachopo, Tavira / Corpo não recuperado.

    Domingos Ramos Rodrigues, Soldado / Pel Morteiros 1041 / 24.03.66 / Banjor / Ferimentos em combate / Penamacor / Cemitério de Bafatá, Campa 35, Guiné.

    Libânio Pires, Soldado / CCaç 1422 / 20.04.66 / Farim / Acidente de viação / Troviscal, Sertã / Cemitério de Farim, Campa 12, Guiné.

    António da Silva Monteiro, Soldado / CArt 1526 / 21.04.66 / Estrada Binar-Taura / Ferimentos em combate / Livração, Marco de Canavezes / Cemitério de Bissau, Campa 286, Guiné.

    Carlos José da Costa, Soldado / CArt 731 / 23.04.66 / Binta / Afogamento / Ferreira do Alentejo / Corpo não recuperado.

    Dionísio Rocha Lourenço, 1.º Cabo / CCav 1485 / 26.04.66 / Biambe / Ferimentos em combate / Santa Iria de Azóia, Loures / Cemitério de Bissau, Campa 284, Guiné.

    José Gomes Rodrigues, Soldado / CCaç 1423 / 27.04.66 / Ingué / Ferimentos em combate / Castelo, Sertã Corpo não recuperado.

    José António Leonor, 1.º Cabo / CCaç 1501/ 30.04.66 / HM241, Bissau / Ferimentos em combate / Estrada-Mansoa-Cutia a 29.04.66 / Coelhoso, Bragança / Cemitério de Bissau, Campa 285, Guiné.

    Joaquim dos Santos, Soldado / CCav 787 / 23.05.66 / Teixeira Pinto / Ferimentos em combate / Carvalhal Benfeito, Caldas da Rainha / Cemitério de Bissau, Campa 516, Guiné.

    Aurélio da Silva Barbosa, Soldado / CCav 789 / 24.06.66 / Itinerário Binar-Bula / Ferimentos em combate / Buarcos, Figueira da Foz / Cemitério de Bissau, Campa 466, Guiné.

    Francisco António Fernandes Lopes, Soldado / CCaç 1566 / 25.08.66 / Estrada S. João-Nova Sintra / Ferimentos em combate / Estômbar, Lagoa / Cemitério de Bolama, Campa 24, Guiné.

    José Maria Fernandes Carvalho, Soldado / CCaç 1566 / 25.08.66 / S. João Doença Aião, Felgueiras / Cemitério de Bolama, Campa 25, Guiné.

    Manuel Pacheco Pereira Junior, Soldado / CCaç 1439 / 06.10.66 / Mato Cão / Ferimentos em combate / São Miguel, Açores / Cemitério de Bambadinca, Talhão Militar, Fileira 2, Campa 1 .

    Alberto Teixeira Santos, Soldado / Pel Rec 1077 / 28.10.66 / Cacine-Cameconde / Ferimentos em combate / Vidago, Chaves / Cemitério de Bissau, Guiné.

    Almiro Celeste, Soldado / CCaç 1588 / 08.11.66 / HM241, Bissau / Ferimentos em combate / Estrada Cutia-Mansoa / Travancas, Cinfães / Cemitério de Bissau, Talhão Militar, Talhão 10, Fileira 7, Campa 1, Guiné.

    Manuel Augusto Carteira, 1.º Cabo / CCaç 1588 / 08.11.66 / HM241, Bissau / Ferimentos em combate / Estrada Cutia-Mansoa / Lagoaça, Freixo de Espada à Cinta / Cemitério de Bissau, Talhão Militar, Talhão 9, Fileira 8, Campa 7, Guiné.

    José Pedro Correia, Soldado / CCS BCaç 1858 / 25.11.66 / Estrada Cufar-Cantone / Ferimentos em combate / Bagueixe, Macedo de Cavaleiros / Cemitério de Bissau, Guiné.

    Martinho da Costa Moreira, Soldado / CCav 1485 / 16.12.66 / Encheia / Afogamento / Santa Maria do Avioso, Maia / Cemitério de Bissau, Guiné.

    1967


    Joaquim Cordeiro da Silva Monteiro, Soldado / CArt 1648 / 18.03.67 / Tel / Ferimentos em combate / Macieira, Leiria / Corpo não recuperado.

    Miguel Ferreira da Costa, Soldado / CArt 1648 / 18.03.67 / Tel / Ferimentos em combate / Torrados, Felgueiras / Corpo não recuperado.

    António Reis Vieira, Soldado / CCaç 1588 / 15.06.67 / Itinerário Caium-Piche / Ferimentos em combate / Santo António da Serra, Machico, Madeira / Cemitério de Bissau, Guiné.

    João David Oliveira, Soldado / CCaç 1588 / 15.06.67 / Itinerário Caium-Piche / Ferimentos em combate / Fornelos, Fafe / Cemitério de Bissau, Guiné.

    Artur Furtados Medeiros, Soldado / Pel Morteiros 1065 / 19.06.67 / Farim / Ferimentos em combate / Nordeste, S. Miguel, Açores / Cemitério de Bissau, Guiné.

    António da Silva Domingos, 1.º Cabo / CCav 1693 / 21.06.67 / Estrada CheChe –Nova Lamego / Ferimentos em combate / Vaqueiros-Alcoutim / Cemitério de Bissau, Guiné.

    Armando Bernardo Barbosa, 1.º Cabo / CArt 1647 / 09.08.67 / Bula / Ferimentos em combate / Massarelos, Porto / Corpo não recuperado.

    Manuel da Costa Sacramento, Soldado / CCav 1649 / 16.08.67 / HM241, Bissau / Ferimentos em combate / Estrada Cacheu-Ponte Alferes Nunes / Montalvão, Nisa / Cemitério de Bissau, Guiné.

    António Manuel Cabeçana, Soldado / CCaç 1686 / 07.10.67 / Tenha-Locher / Ferimentos em combate / Sé, Évora / Corpo não recuperado.

    Manuel Joaquim Várzea do Sado, Soldado / CCaç 1686 / 07.10.67 / Tenha-Locher / Ferimentos em combate / Vendas Novas / Corpo não recuperado.

    José Ferreira de Oliveira, Soldado / CCaç 1551 / 15.10.67 / Saltinho / Afogamento / Antas, Vila Nova de Famalicão / Corpo não recuperado.

    António Pires Correia, Soldado / CArt 1691 / 11.12.67 / Cumbamori (Senegal) / Ferimentos em combate / Favaios, Alijó / Corpo não recuperado.

    José Miranda, Soldado / CCS BCaç 1887 / 11.12.67 / Cumbamori (Senegal ) / Ferimentos em combate / São Martinho de Moura, Resende / Corpo não recuperado.

    Joaquim Pinto de Sousa, 1.º Cabo / CArt 1742 / 19.12.67 / Canhagina / Ferimentos em combate / Verride, Montemor-o-Velho Corpo não recuperado (2).

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    Notas de AML:


    (*) Fonte: Tomo II, Guiné - Livro 2, do 8º Volume, Mortos em Campanha, da autoria de CECA - Comissão para o Estudo das Campanhas de África. Editado em 2001 pelo Estado Maior do Exército. Desta lista estão excluídos os naturais da Guiné.

    (**) Na Ficha da Unidade não consta nada desta situação. Houve mais 6 mortos, 4 deles guineenses e 2 sepultados na metrópole.

    (***) Houve mais 3 mortos, um deles guineense (não recuperado). Nenhuma das companhias fala disto.

    (****) Companhia formada nos Açores.

    (*****) Caminho para Sinchã Jobel, subsector de Geba, Zona Leste

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    Nota dos editores:


    (1) Vd. postes anteriores desta série:

    28 de Abril de 2008 >
    Guiné 63/74 - P2799: Lista dos militares portugueses metropolitanos mortos e enterrados em cemitérios locais (1): De 1963 a 1964 (A. Marques Lopes)

    30 de Abril de 2008 >
    Guiné 63/74 - P2802: Lista dos militares portugueses metropolitanos mortos e enterrados em cemitérios locais (2): 1965 (A. Marques Lopes)

    (2) Esta lista enferma de algumas falhas: por exemplo, não consta a presumível morte, em 10 de Setembro de 1966, por afogamento, do soldado da CCAV 1484, José Henriques Mateus, natural da Areia Branca, Lourinhã, no decurso da Op Pirilampo, numa das matas do Cantanhez, na região de Tombali, sector de Bedanda.

    Vd. poste de 19 de Abril de 2007 >
    Guiné 63/74 - P1676: Vivo ou morto, procura-se o Soldado Mateus, da CCAV 1484, natural da Lourinhã (Benito Neves)

    (...) "Quando as NT atravessavam o rio TOMPAR [, afluente do Rio Cumbijã, a sudoeste de Bedanda], afogou-se o soldado nº 711/65, José Henriques Mateus, da CCAV 1484, não tendo sido possível recuperar o seu corpo, apesar de todas as buscas efectuadas" (...)